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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Quadrados

 

Coloquei a mim próprio uma questão que aflige a dirigente do Bloco de Esquerda e, até, o Partido Comunista Português: as parcerias público-privadas (PPP) na saúde são comparáveis ao que se passava (passa ainda em alguns casos) na educação?

 

Para além do modelo ser semelhante - intervenção de privados na área de uma obrigação pública - parece-me, nada mais se assemelha!

Nas escolas há pagamento de taxas moderadoras incomportáveis por uma boa parte das bolsas portuguesas?

Nas escolas há atrasos na avaliação dos alunos?

Nas escolas há incapacidades de sentar os alunos?

Numa palavra: as escolas estão a rebentar pelas costuras?

 

Mas o panorama nos hospitais públicos é diferente. Muito diferente.

Então por que é que devo tratar o que não é igual como se fosse igual? Só para cumprir perspectivas ideológicas? Para justificar programas partidários?

Tudo isto me faz muita confusão por dois motivos:

  1. Os efeitos de medidas governativas na área da saúde repercutem-se de imediato sobre os utentes com resultados que podem ser desastrosos para estes;
  2. Os gastos do Estado com a saúde pública, mesmo que favorecendo entidades privadas, é uma forma de redistribuição pública dos impostos que todos pagamos.

 Assim, julgo, tentando usar de bom-senso, que as reformas nas PPP da saúde terão de ser cautelosas para não afectar toda a população ou uma boa parte dela.

E que tal, em primeiro lugar, rever as PPP nas rodovias?

Será que o contrário de políticas quadradas é a prática de políticas pragmáticas?

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