Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

02.04.19

Protecção Civil versus Protecção Militar


Luís Alves de Fraga

 

Fui alertado para e iminente aprovação de legislação que dá primazia à Protecção Civil, inclusive em termos protocolares, sobre a Protecção Militar ou, dito de outra maneira, o responsável máximo da primeira tem superioridade protocolar sobre os Chefes dos diferentes Estados-Maiores dos diferentes ramos das Forças Armadas.

 

Meus Amigos, para vós isto pode não ter importância nenhuma, mas, para quem é militar de carreira, isto é um verdadeiro desaforo! Isto corresponde a mais uma – talvez a maior – ofensa que feita pelo poder civil ao poder militar.

 

Vou tentar explicar a razão da minha indignação.

As Forças Armadas foram, são e serão sempre a “ultima ratio” – a última razão – da nossa Pátria, do nosso desejo de sermos quem somos – com toda a caterva de defeitos, mas, também, com toda a montanha de qualidades que temos enquanto povo único – porque, por mais voltas que se dê, nós somos únicos – por sermos irrepetíveis. As Forças Armadas são os “bombeiros” de Portugal para “apagar” qualquer “incêndio” que ameace a nossa soberania.

E não me venham dizer que não temos meios para cumprir a nossa missão, porque se tal acontece é por culpa dos sucessivos governos, que deixaram reduzir uma força armada com algum significado a uma pequena força armada já quase ultrapassada em efectivos pela GNR em conjunto com as polícias. Um Estado que privilegia a segurança interna e a segurança civil em detrimento da segurança militar externa não merece existir. Mas nós queremos existir como Estado… Ou será que só somos Estado soberano e independente nos jogos de futebol?

 

Senhores ministros, senhores deputados e senhor Presidente da República tomem boa nota na grave ofensa que estão a fazer às Forças Armadas, porque elas são, em todas as circunstâncias, a maior e mais potente organização capaz de gerar e gerir violência dentro das nossas fronteiras!

As Forças Armadas estão ao serviço da paz e da segurança da Nação; são um instrumento do qual o poder político LEGÍTIMO pode fazer uso para garantir a paz e a segurança, por isso não as amesquinhem, não as desprezem, não as ofendam retirando-lhes a dignidade que lhes assiste.

 

Este é o meu desabafo, o desabafo e o protesto de um coronel reformado da Força Aérea, que serviu onde e quando e como foi preciso, aceitando ver reduzidos os seus direitos constitucionais por fazer parte de uma Instituição que tem como objectivo primeiro defender Todos.