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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Professores e trabalho

 

Os professores do ensino básico e secundário estão, em princípio, obrigados a cumprir vinte duas horas semanais de leccionação. Este número vai reduzindo – pouco – com o avançar da idade, mas, por seu turno, vai sendo completado com outros trabalhos não vinculados, imediatamente, à leccionação. Ou seja, eles têm de estar sempre, queiram ou não, com idade para isso ou não, vinte e duas horas na escola. E o que é que fazem nesse tempo restante em que não dão aulas efectivas?

Dão assistência na biblioteca, dão apoio a alunos com carências cognitivas, fazem relatórios de isto e daquilo, recebem pais de alunos ou encarregados de educação, programam visitas de estudo, inventam processos de estarem ocupados, porque, estupidamente, têm de estar na escola. Importante é que estejam no seu local de trabalho!

 

Eu, entre outros, também fiz pequenos cursos de organização e métodos de trabalho administrativo, há muitos anos, quando ainda não havia nem se fala em licenciados em gestão de recursos humanos. Aprendi coisas interessantíssimas, uma das quais me recordo perfeitamente: quando um funcionário, em ambiente de trabalho administrativo – aquele que é oposto ao trabalho fabril –, tem pouco que fazer, requer um auxiliar. É estranho, não é? Mas compreende-se, se se pensar um pouco: a forma de me sentir seguro no emprego é dar a sensação, imagem ou aparência de uma grande ocupação, que não posso desempenhar sozinho. Dois “calões” defendem-se mutuamente; um só fica demasiado exposto!

Isto é o oposto de produtividade. Isto é olhar o trabalho como o tempo que se tem de estar no posto de desempenho da função.

Produtividade é cumprir a tarefa no menor tempo e com a maior qualidade possíveis. Daí que as tarefas têm de estar muito bem definidas para que se saiba quanto tempo gastam a cumprir-se sem que advenham para o trabalhador situações de stress ou de exaustão psíquica ou física, porque há mais vida para além do trabalho.

Depois, depois está provado que, após determinado número de horas de trabalho efectivo, NINGUÉM consegue produzir seja o que for de modo correcto.

 

Voltemos aos professores.

Para além daqueles que já o fizeram, alguém imagina o que é ensinar crianças, em ambiente de sala de aula, entre os dez e quinze anos de idade, em média, de vinte a vinte quatro alunos com reduzida capacidade de concentração intelectual?

Pois, é por isso que, com o avanço da idade, os professores vão sendo dispensados de carga horária lectiva, mas pouca, muito pouca. Mas, mesmo assim, temos vinte e duas horas para dividir por cinco dias o que dá, em média, cerca de quatro por dia. Isto quer dizer que cada docente, consoante a disciplina ou disciplinas que lecciona, também em média, “precisa” de dar aulas a cinco ou seis turmas, o que envolve à volta de cento e vinte alunos.

Cento e vinte alunos que devem ser classificados, com, pelo menos, duas avaliações em cada trimestre escolar, ou seja, duzentos e quarenta testes, sempre em valores médios, cuja avaliação não pode ser feita na escola, porque, tendo ou não tendo, outras ocupações estas retiram tempo para esse trabalho exclusivamente passível de ser feito pelo professor.

 

Com tudo isto, já os meus amigos perceberam que os docentes têm de trazer trabalho para casa e executá-lo fora do horário presencial na escola. Espera-se que um professor seja, para além de um explicador de matérias, um educador e um “protector” das crianças durante o tempo de aulas. Mas o Ministério exige que o docente ainda seja capaz de executar um “monte” de funções administrativas.

 

Quando é que o Governo, através de um bom ministro da Educação, olha, com olhos de ver, para o que fazem os professores e tira as conclusões devidas sobre produtividade e horas de trabalho?

Tenhamos em atenção que a produtividade de um professor não se mede através de relatórios, nem de aulas assistidas, mas através do entusiasmo dos alunos pela disciplina, pela vontade de aprender, pelo desejo de estar na escola e pelos resultados obtidos em prova. Tudo isso não se mede seguindo os métodos presentes.

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