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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

09.03.17

Por onde anda a nossa soberania?


Luís Alves de Fraga

 

Há coisas que devemos desconhecer, porque ou não foram devidamente publicitadas ou não foram devidamente plebiscitadas. Uma delas é, sem dúvida nenhuma, os cortes na nossa soberania nacional quando aceitámos entrar no “clube europeu”, sem impor condições, sujeitando-nos a aceitar as imposições de todas as condições.

 

De manhã, leio a crónica “Expresso Curto”, que subscrevi e recebo no meu e-mail. Ontem topei com o pedaço de prosa que transcrevo:

«Venda do Novo Banco à Lone Star ainda não está fechada, mas as negociações estão praticamente concluídas e desconhece-se o valor alcançado. Falta depois a luz verde da UE, mais propriamente da Autoridade da Concorrência. Como se trata de uma mudança da lei bancária que prevê a venda da totalidade do Novo Banco para deixar de ser banco de transição o BCE é a primeira entidade a ter de autorizar, só depois vem a DG Comp.»

 

Ora será que, a frio, os meus Amigos estariam dispostos a aceitar este tipo de dependência de órgãos da União Europeia, que “mandam” naquilo que é nosso e que fomos nós quem pagou?

 

Sempre fui contra a dependência da CEE e da sua “herdeira”, a União Europeia. Nós, tal como os outros povos do mundo, temos o nosso “destino”, ditado pela nossa História e pelas condições específicas da nossa geografia. As problemáticas europeias sempre nos passaram “ao lado”, porque soubemos, enquanto Povo, escolher o nosso caminho e o nosso destino. Este “casamento” — de interesse — foi mal negociado e continua a ser negociado de modo subserviente. Portugal, enquanto entidade nacional, tem direito a impor condições para ter de aceitar outras. E o bom negócio é aquele que satisfaz ambas as partes contratantes.

 

É tempo de, em nome de nós mesmos e não de qualquer ideologia política, impormos à União Europeia as nossas condições, aproveitando a “embalagem” do Brexit. Mas, para o fazer, temos de começar por impor a nossa vontade aos políticos que nos governam. Tenhamos capacidade para o fazer.

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