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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

22.12.19

Pensar no populismo


Luís Alves de Fraga

 

Dou comigo a tentar perceber, exactamente, o que é isso de populismo, olhado numa perspectiva política.

 

Já comprei alguns livros de autores tidos como autoridades em fascismo e populismo. Há aspectos em que todos convergem e outros em que divergem. Uma coisa, tanto há populismo de direita como de esquerda e a metodologia de actuação só diverge nas palavras utilizadas.

 

Por cá, na nossa praça, acho que o populismo ainda não chegou ao máximo da sua expressão, mas, pelo que leio, o nosso "fascismo" foi muito populista. Ora tomem nota desta passagem do livro Do Fascismo ao Populismo na História, de Federico Finchelstein (p. 34):

 

«Em todos casos, o populismo fala em nome de um povo único, mas também da democracia. No entanto, a democracia é definida em termos restritos como a manifestação dos desejos dos líderes populistas. O populismo não pode ser definido de forma simplista pela sua afirmação de representar exclusivamente o povo inteiro contra as elites. Além de quererem agir em nome de todo o povo, os populistas também acreditam que o seu líder é o povo e devia ser um substituto dos cidadãos na tomada de todas as decisões.»

 

Façam o favor de voltar a ler. Tentem digerir bem as palavras. Os mais velhos recordem o salazarismo ("Tudo pela Nação, nada contra a Nação") e o marcelismo. Mais recentemente, reavivem a memória com os discursos de Pedro Passos Coelho e, até, os slogans de campanha do PSD/CDS.

 

Acho que o mais necessário para se ser um bom cidadão é não ser parvo, não comer gato por lebre, nem tomar a sombra pelo objecto.