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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

18.03.19

Ora bolas!


Luís Alves de Fraga

 

Que raio de memória curta têm os políticos! Comem, como se dizia noutros tempos, muito queijo…

Então, agora, por causa de uma lei que proíbe a propaganda eleitoral feita pelos membros do Governo no exercício das suas funções, a inauguração de uma creche, de um centro de saúde, de um fontanário, de uma ponte ou, se calhar, da colocação da placa com um nome de rua, está interdita no tempo anterior a eleições!

Isto dá muito jeito à oposição, ou àquela que, estando no governo autárquico, pouco trabalho tem para apresentar. Pois é, não se pode “enganar o Zé”, mas, no passado, isso foi flagrante, havendo, até, um político reformado que, se bem analisada a vida dele, seria o “rei” das inaugurações. Refiro-me, naturalmente, ao Alberto João Jardim.

 

Esta busca de “corrupção” eleitoral, se levada ao extremo, acaba bloqueando a actividade governamental. Já temos aí um exemplo: a redução do custo dos passes sociais nos transportes públicos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Arre gaita, se se não baixam os custos é porque há dinheiro para os bancos e não há para tornar a vida mais barata; se se baixam certos custos é porque se está a fazer propaganda eleitoralista! Não há cabeça que compreenda as críticas desta oposição!

Se calhar, se a oposição fosse Governo fazia como já fez no passado e os que são Governo, sendo oposição, diriam exactamente o mesmo.

É por causa desta quase imoralidade, desta incoerência, desta falta de verdade – que, afinal, não pretende beneficiar o Povo – que todos nós acabamos por descrer da política, dos políticos e do que eles fazem.

 

Mas isto é grave!

É grave, porque abre a porta aos populismos e, invariavelmente, às ditaduras, pois os eleitores, desprendendo-se do “contrato social” com os políticos e a política, na sua indiferença, acordam um dia com a “canga” posta ao pescoço e a “rédea” curta sem liberdade para criticarem, então, seja o que for.

Importante é perceber que está por trás de tudo isto um outro poder, aparentemente inocente e “útil”, todavia extremamente perverso e insidioso: a comunicação social e os seus objectivos obscuros. Assim, cada vez mais, ao contrário de buscarmos nela informação que nos ajudaria a formar uma opinião, teremos de estar atentos aos fins por ela prosseguidos e desconfiar do “gato que nos querem vender por lebre”.

 

É uma tristeza, mas, se há – e há mesmo – uma crise económica global, há, bem pior do que ela, uma crise de valores capaz de nos levar à pobreza intelectual e política.

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