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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

23.01.19

O reforço da segurança


Luís Alves de Fraga

 

Ontem, foi notícia o facto de a França e a Alemanha, à margem da União Europeia, terem assinado um tratado, que, para além de outros tipos de cooperação, também prevê a cooperação militar.

 

Isoladamente, este tratado não causaria qualquer tipo de engulho entre os observadores internacionais e em todos quantos se preocupam com os acontecimentos mundiais, não fosse o actual momento que se vive na Europa, na União e no mundo.

Realmente, o tratado acontece quando o Reino Unido abandona a União Europeia – sem se ter à vista e para já um acordo regulador da saída – a Itália “tende” para a direita nacionalista, a Polónia e a Hungria endurecem posições governamentais internas, a Rússia mostra capacidade de intervenção nos assuntos internos americanos, os EUA, através do seu Presidente, anunciam medidas inesperadas tanto de natureza diplomática como militar, a rivalidade comercial entre a China e a América aumenta, gerando uma nuvem de desequilíbrio e, acima de tudo, pressente-se um clima de instabilidade na União Europeia.

 

O que se pode concluir, para além das palavras, é que o actual acordo franco-alemão tem como finalidade estabelecer o verdadeiro entendimento entre os Estados mais interessados no fim de concorrências geradoras de conflitos no Velho Continente, marcando, desde já, a marginalização da Grã-Bretanha, ainda que se afirme o contrário. E não é para estranhar esta atitude de Paris e Berlim, se tivermos em conta que Londres, nos últimos vinte e cinco anos, tem alinhado, no plano internacional, com os EUA em quase todas as aventuras bélicas perigosas desencadeadas por Washington. Assim, tenho para mim, que este reforço dos laços entre a França e a Alemanha visam envolver, a médio prazo, outros Estados da União para se passar a definir, depois, não só uma política de defesa comum como, também, uma política externa comum de modo a evitar as neutralidades ou, pior, o alinhamento em aventuras estranhas aos interesses da Europa.

 

Este acordo, na minha opinião, corresponde ao mandar “contar espingardas” no continente para se ver até onde se pode ir na política armamentista e na exportação de material de guerra para Estados terceiros.

A União Europeia está, claramente, a mudar de rumo e, no nosso Palácio das Necessidades e no de S. Bento, alegremente, olha-se para o lado, desprezam-se as despesas com as Forças Armadas e, mais ainda, com o estudo da situação internacional nas vertentes militares, diplomáticas e económicas, porque, afinal os Portugueses estão muito mais preocupados com o aumento de salários do que com a possibilidade de não terem salário nos próximos anos.

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