Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

O Estado como patrão

 

Já algumas vezes disse aqui que o Estado português é o maior patrão no nosso país. É-o, por duas razões: primeiro, pela carga de serviços que presta aos cidadãos, os quais vão desde a saúde ao ensino e da segurança à cobrança de impostos; segundo, porque ainda, entre nós, por falta de oferta de emprego com alguma qualificação, a grande procura se faz na área estatal. Continua, independentemente de tudo o mais, a ser o mais seguro dos empregos aquele que se obtém no Estado.

 

Mas isto não pode continuar! E não pode continuar, porque o sector privado da nossa economia não "rende", em impostos cobrados, o suficiente para pagar a tanto funcionário do Estado.

Na verdade, o Estado não tem rendimentos económicos onde vá buscar lucros para poder suportar tanto empregado em serviços. Isto quer dizer que se tem de fazer uma clara opção: ou o Estado comanda a economia nacional, através do domínio das empresas mais importantes e rentáveis, ou o Estado tem de ceder lugares em certas áreas de serviços, que passam a ser geridos e executados por empresas privadas.

Está aqui sintetizada a posição entre a opção de esquerda e de direita.

 

A esquerda, à esquerda do PS, defende um Estado-dominador da economia, porque detém a produção nas suas mãos ou, pelo menos, a maior parte da grande produção; o PS balança-se entre a posição mais à esquerda e uma posição mais moderada à direita; os partidos do centro direita e da direita optam por um Estado reduzido ao ínfimo, tal e qual como o tentou Passos Coelho há bem poucos anos.

 

Para que Portugal pudesse ser uma social-democracia, já que não tem um sector privado capaz de pagar muitos impostos para sustentar toda a máquina estatal, teria de ter um elevado domínio sobre a economia estratégica e rentável. Mas, a verdade, é que não tem. Então, parece, a solução social-democrata está condenada à partida.

Qual a solução que resta?

 

Reverter o que se fez, através de uma decisão "revolucionária" de nacionalização da banca e das empresas estratégicas ou, de facto, reduzir o sector estatal.

Eis a razão por que o voto consciente nas eleições legislativas é fundamental. Não nos podemos deixar arrastar por "cantos de sereias" nem por "clubismos partidários".

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D