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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

24.09.19

O Debate


Luís Alves de Fraga

 

Vi e ouvi, ontem, pela primeira vez nesta campanha eleitoral, o debate dos seis "magníficos".

Não me adiantou nada, porque já sei em quem vou votar, mas isso não me impede de fazer um juízo sintético daquele "encontro".

 

Primeiro que tudo, foram cinco contra um. Esse sofreu todos os ataques, porque toda a gente sabe que António Costa já ganhou as eleições... Mas não as pode ganhar nem por maioria absoluta nem por larga maioria. Foi nisso que todos porfiaram.

 

Foi notório que Catarina Martins, embora dando uma impressão de frontalidade e transparência, lançou aos pés de Costa a "passadeira vermelha" por onde espera poder passar para, no mínimo, continuar a "geringonça" a dois.

 

Costa, igual a si mesmo, fez-me lembrar os versos de uma velha canção brasileira «Eu tenho o destino da Lua, a todos encanto e não sou de ninguém». Contudo, foi tecendo elogios à solução encontrada na legislatura, que agora acaba. Mas, como outra canção, parece-me, são só «Parole, parole, parole».

 

O homem do PAN deu a mais completa prova do que é um partido político sem projecto nacional, sem visão de Estado e, muito menos, vocação de poder. É o arauto de utopias que custam tanto dinheiro que é preciso não ter fundo a "cartola" de onde o espera tirar. Enfim, uma "carta" que nem merece "franquia postal".

 

Jerónimo de Sousa falou pouco e não se comprometeu. Está condicionado pelo comité central e pelas divisões internas de simpatia pela solução acabada agora e pela oposição a tais "misturas". Continua fiel a uma rigidez que levará o PCP ao desaparecimento do quadro político nacional. Claro que, a mudança, a verificar-se, iria puxá-lo para o centro, e aí perdia-se na mesma.

 

Rui Rio foi o retrato acabado de um partido esfrangalhado pelo seu antecessor, o célebre Passos Coelho. Um partido que tende, também, para o desaparecimento. Rui Rio não vai ser o coveiro, mas é, quase pela certa, o cangalheiro, que está a tirar as medidas. O PSD só existiu enquanto foi uma alternativa ao PS - um PS a jogar para o "centro-direita" - porque, cada um deles, era o contraponto do outro. Passos Coelho rebentou com esse "jogo" ao puxar o partido todo para a direita, colocando, por arrasto, o PS a ter de jogar para o "centro-esquerda". 

 

Assunção Cristas, sem grandes possibilidades de conquista de votos nestas eleições, atacou em todos os sentidos à esquerda, poupando, sem justificação, o PAN e, justificadamente, embora com cinismo, o PSD. Ela sabe que a direita "clássica" se vai acoitar no seu partido e num rival que se ergue, inseguro, no panorama nacional: o partido da Aliança. Santana Lopes vai ser o "porto de abrigo" das direitas não titubeantes.

 

Agora, depois disto - se "isto" tiver algum valor entre os meus leitores - cada um pode escolher, para me dar razão ou negar-ma.