Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Museu dos Descobrimentos ou Descobertas

 

Sobre a extraordinária acção marítima dos Portugueses há, agora, por aí quem deseje ver-nos a pedir desculpa do que fizemos no contacto com os outros povos.

Quem tal pretende, só pode estar a brincar com quem estudou a sério a História da Expansão Portuguesa! Só por brincadeira é que se pode aceitar tamanha ignorância!

Vou tentar debruçar-me, sinteticamente, sobre o assunto.

 

O grande mistério, que ainda hoje está por resolver, diz-se em poucas palavras:

⸺ Qual foi a motivação para a expansão?

Há várias teorias, desde a expansão da fé até ao desejo mercantil.

Julgo, têm-se de incluir todas e acrescentar uma outra muito mais subtil: a necessidade de conseguir o equilíbrio estratégico peninsular. Vejamos.

 

Na Península havia, em 1415, quatro unidades políticas: Castela, Granada, Portugal e Aragão.

Aragão estava “compensado”, em termos de poder na Península, porque se havia expandido para o Mediterrâneo; Castela era a “grande” potência terrestre peninsular com tendências hegemónicas sobre Granada e Portugal. O reino mouro poderia encontrar uma retaguarda no Norte de África… poderia. Mas, Portugal não tinha retaguarda nenhuma e, assim, estava em desequilíbrio perante uma imensa Castela. A única solução que lhe restava era proceder de modo semelhante ao de Aragão: ganhar peso específico fora da Península. Assim, nasce Ceuta, Tânger, Açores, Madeira, todas as conquistas no Norte de África na área atlântica e todos os descobrimentos na costa africana. Assim se justificam as bulas papais dando grandeza ao rei português.

⸺ Mas que grandeza? Territorial?

Não, a grandeza que D. Manuel I desvendou logo após a chegada à Índia: a comercial!

Essa estratégia de afirmação de poder está evidente na adopção do título que impôs a si próprio: «Rei de Portugal e dos Algarves […] senhor do COMÉRCIO e da na NAVEGAÇÃO […]». Era isso e só isso que lhe dava grandeza e poder! Era só isto que ele desejava para si e para o seu reino!

 

Os contactos com os povos de todo o mundo visaram simplesmente a liberdade de navegação marítima e a liberdade de comércio!

Se houve escravatura é porque ela existia já e era uma forma de fazer comércio aceite entre os povos. Portugal não escravizou; Portugal seguiu os ditames do comércio da época.

É anacronismo querer comparar os direitos do Homem medieval ou moderno (segundo as épocas tradicionais de dividir a História do Ocidente) com os direitos do Homem actual.

 

Que se faça o museu dos Descobrimentos Portugueses, porque ele terá de ser norteado pela verdade inequívoca, que acabamos de referir.

Eu tenho orgulho no passado histórico de Portugal e no de todos os Fernão Mendes Pinto que se espalharam pelo mundo fora e foram cativos e fizeram cativos.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2005
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D