Ministro e armas de Tancos
Demitiu-se o ministro da Defesa Nacional e a pergunta pode fazer-se:
- Porquê?
A explicação dada pelo detentor da pasta ministerial não chega para satisfazer a Nação ou, pelo menos, para me satisfazer. Basta pensar sobre todas as contradições deste processo. Será que o Ministério Público não terá de ouvir o ex-ministro?
Depois, acima de tudo, há que perceber se a "protecção" dada a um dos presumíveis autores do roubo não foi um método para "matar dois coelhos com uma só cajadada", ou seja, conhecer o "peixe miúdo" e agarrar o "peixe graúdo". É que negócio de armas roubadas e clandestinas não é para um (UM) ex-fuzileiro! É coisa para alguém com muito mais gabarito...
Depois, há que perceber se existe alguém, no "mercado" de armamento roubado, interessado em armas obsoletas...
Depois, há que compreender a oportunidade política da data do "roubo" e das consequências do mesmo...
Bom, meus caros leitores, a pergunta chave está por fazer:
- A quem interessava o roubo e quem dele beneficiava?
Tudo o que está à vista do vulgar cidadão só nos leva até uma conclusão: LUTA DE UMA POLÍCIA para se sobrepor a outra.
E se a minha hipótese de conclusão tiver algum fundamento, há ainda uma pergunta que resta sem resposta:
- Quem está, e porquê, por detrás de todas estas manobras?
Assim, coloca-se, ainda, outra questão:
Qual a razão determinante da demissão do ministro?