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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

03.01.21

Livros

(História Libidinosa de Portugal. Sexo e Poder: Da fundação aos nossos dias)


Luís Alves de Fraga

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Continua a ser verdade o que já aqui afirmei várias vezes: leio diversos livros ao mesmo tempo... Estão colocados em sítios "estratégicos" da casa. É uma questão de hábito e, também, de saúde mental, pois tenho de fazer o exercício de recordar o que li antes em cada um dos livros. Normalmente são três os livros que leio.

 

Este, cuja fotografia da capa apresento, foi escrito por um jornalista com obra publicada e conhecido do grande público e, não é por o autor ser jornalista que lhe vem a condenação, ela chega de duas formas bem distintas: a História exige rigor e não vive de diz-que-diz, nem de escândalos. Não há mal nenhum em escrever a parte da História que é escamoteada nos manuais escolares, por ser, no caso vertente, libidinosa, nem por ser escrita por quem, à partida, parece não ter formação académica em História. O mal ocorre quando os métodos usados para escrever a “História” fogem do rigor exigido.

 

Enquanto o autor se ficou pela Monarquia e os devaneios dos monarcas e de outros seus familiares a "coisa" foi sendo aceitável, ainda que sofrendo do erro mais grave cometido por quem diz que faz História: a ausência da indicação precisa das fontes e da sua localização. Não basta afirmar que D. João V gostava de fazer filhos em freiras, é preciso mostrar como se chegou a essa conclusão e onde se encontra o "elemento de prova". Ora, o livro peca pela total ausência de "tábuas de salvação" onde o leitor rigoroso se pode "agarrar" para confirmar a veracidade do que é afirmado.

 

Mas, como disse, até se pode aceitar, ao nível do chamado "grande público", esta falha metodológica, porém, onde ela se torna grave é quando o autor salta da Monarquia (ou seja, "sai" de há cem anos) e entra no tempo "presente"!

É grave, porque os relatos começam a "cheirar" a mexerico de jornalista de coluna social onde surgem as "vingançazinhas" e os "ajustes de contas" do periodista.

 

Aquilo que podia ter sido um livro de divulgação histórica sem grande rigor, mas que não "fazia mal", porque até ajudava a compreender alguns aspectos menos claros, tornou-se, em sessenta e poucas páginas (as finais), num livro sem dignidade e que, contudo, prolifera nas prateleiras das nossas mais destacadas livrarias.

 

Realmente, somos feitos de muita mesquinharia e raramente temos a grandeza de alma de fugir desse pântano fétido e infectado.

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