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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

11.01.22

Linhas Vermelhas


Luís Alves de Fraga

 

Ontem vi na televisão o programa que dá pelo nome de “Linhas Vermelhas”, uma conversa/comentário/debate entre dois políticos de campos bem diferentes, mas que se sabem respeitar mutuamente, porque são ambos bastante “civilizados” na análise dos assuntos que lhe são propostos pelo “condutor” do diálogo. Trata-se de Mariana Mortágua ‒ que faz análises muito “frias” norteadas pela sua perspectiva ideológica ‒ e Adolfo Mesquita Nunes com quem acontece o mesmo (embora já, há muito tempo, o tenha visto na televisão zaragatear de forma descabelada e inapropriada).

Para quem esteve bastante atento, terá percebido que, agora, mais do que nunca, a divisão dos eleitores portugueses se vai fazer tendo por base a separação das ideologias de direita e de esquerda, independentemente de se votar em qualquer um dos partidos que integram os dois blocos.

 

Numa análise mais “fina”, pode concluir-se que António Costa, ao contrário de Rui Rio, acaba sempre por pedir a maioria “estável”, mas, realmente, isso, podendo ser interpretado como um apelo ao voto nos socialistas, é, mais vastamente, um pedido de voto em partidos relativamente pequenos que ele sabe, de antemão, que lhe vão dar apoio: o PAN e o Livre.

 

As “concordâncias” que, ao longo do programa, se foram verificando entre Mariana Mortágua e Adolfo Mesquita Nunes traduzem bem o que acabei de afirmar: O SNS tem de responder em pleno às necessidades dos portugueses, passe pela exclusividade e monopólio dos cuidados sanitários por parte do Estado ou pela partilha de cuidados entre o sector público e privado, desde que não se faça de modo concorrencial. Na Educação o problema é igual e faltou dizer que também a Defesa e Segurança, como é óbvio, são sectores exclusivos do Estado e onde ele deve prevalecer.

É claro que a ânsia de privatizar a economia levou a que se tivessem perdido empresas estratégicas para a economia nacional, mas o que ninguém disse, até agora ‒ por vergonha ou manobra táctica ‒ foi que a venda dessas empresas teve em vista satisfazer duas finalidades em conjunto: tapar buracos orçamentais e rechear corruptamente os bolsos de alguns políticos intervenientes no negócio.

 

É indubitável que Portugal carece de investimentos rentáveis para fixar no território uma parte dos bons técnicos que, formados cá, procuram no estrangeiro os empregos que os remuneram à altura da sua qualificação, mas é também indiscutível que a mão-de-obra menos preparada necessita de ser paga de forma a poder sair do nível mais baixo dos salários europeus.

Para mim, é bastante duvidoso que tudo isto se faça em ambiente de liberalização económica, pois acredito no facto de os grandes investimentos quererem, antes do mais, satisfazer os accionistas que apostam no retorno do capital usado para a afirmação empresarial. Acredito na honestidade do Estado, se ele não for servido por maus políticos.

 

No final do mês vamos ficar a saber se os eleitores penderam mais para os Adolfos ou se para as Marianas, porque a grande disputa vai ser entre a direita e a esquerda parlamentar.

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