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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

29.03.19

Lançamentos de livros


Luís Alves de Fraga

 

No passado dia 26 tive a honra e o grato prazer de apresentar o livro, da autoria da Senhora Dr.ª Noémia Louçã, intitulado Uma Fragata no 25 de Abril: A Verdadeira História da Almirante Gago Coutinho.

Trata-se de uma obra que, julgo, finalmente, vem deixar claro o que se passou a bordo daquele navio da nossa Armada, escrita pela viúva do capitão-de-fragata António Seixas Louçã, comandante do vaso de guerra. Tem anexos muito interessantes e esclarecedores.

 

Sem pretender fazer aqui o relato do que disse na apresentação, julgo que posso sintetizar afirmando duas coisas:

Passou tempo demais para se manter silêncio sobre o papel fundamental do comandante Louçã para que não houvesse derramamento de sangue, naquele dia, no Terreiro do Paço, em Lisboa, pois, quase tudo o que a imprensa afirmou sobre o comportamento da fragata é falso, como distorcidas são algumas afirmações de certos intervenientes nos acontecimentos, uma vez que o comandante nunca perdeu o comando da fragata, nem deixou de controlar todos os acontecimentos a bordo. O resto são equívocos próprios de um tempo de acusações, de distorções, de omissões, de medos mal contidos, de pseudo-heroicidades – que as não houve, de facto – de responsabilidades e irresponsabilidades mal geridas;

Na minha leitura do livro, enquanto historiador, não fiz julgamentos, mas, penso, terei contribuído para leituras mais atentas e olhadas de outros ângulos, às vezes, pouco evidentes para quem anda por fora das coisas militares.

 

Não sei quem foi que disse, mas ouvi algures, as revoluções engolem quem as faz e atiram para a ribalta da História quem soube delas se aproveitar.

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Ontem, dia 28, fui assistir ao lançamento de mais um livro do meu “velho” companheiro de estudos, no Instituto dos Pupilos do Exército, Jacinto Rego de Almeida.

É um romance com um estranho nome: Traga uma orelha de Pedro Sanches.

 

A professora que fez a apresentação da obra presenteou-nos com uma boa lição de literatura sobre o “roman noire” e a sua história, enquadrando os livros do Autor – e este também – nesse grupo, ainda que, em parte, reconheça nele desvios à “norma” que definiu.

 

Foi um fim de tarde bem passado, até porque tive oportunidade de rever alguns companheiros do tempo da juventude e porque o lançamento do livro foi levado a cabo num excelente local, meu desconhecido, em Benfica: o palácio Baldaya.

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