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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Interioridade

 

Vejo televisão e procuro estar atento a alguns dos debates que se fazem. Vejo e ouço comentadores com quem concordo e de quem discordo. Ontem vi um debate sobre a interioridade no nosso país. Um debate morno e sem grandes discussões. Repetiu-se o que todos nós sabemos: a faixa litoral de Lisboa para Norte concentra mais população do que o resto do território. O que se abordou foram análises e alguns “remédios” meramente paliativos. Não se foi ao fundo da questão. E este é, na minha opinião, o resultado da adesão à CEE. Vejamos.

 

Os países que formaram o Mercado Comum tiveram de regular, entre si, não só as trocas comerciais como, também, as quantidades de produtos a produzir de forma a evitar excedentes não vendáveis dentro ou fora do espaço da CEE. Assim nasceram as chamadas quotas produtivas atribuíveis a cada país. Para o Mercado Comum poder exportar para fora do seu espaço havia que criar condições de compra de produtos externos. Assim, não se podia aceitar que na CEE se produzissem artigos que convinha receber do exterior para garantir as vendas a esses países dos artigos produzidos no mercado europeu.

 

Quando Portugal aderiu à CEE teve de se sujeitar ao regime de quotas, deixando de fabricar determinados produtos que garantiam empregos e rendimentos e teve de abandonar certo tipo de agricultura e, também, reduzir as quantidades de pescado.

De tudo isto houve reflexos no interior do país. Zonas onde se fabricavam bons tecidos, de um dia para o outro, foram condenadas à paralisação. Por exemplo: os têxteis da região da serra da Estrela acabaram ou definharam até atingirem valores de consumo meramente local. E, quem diz têxteis diz outras indústrias que “prendiam” à terra quem por lá nascia. A solução foi migrar para zonas onde, possivelmente, havia emprego. E só migraram os mais novos; os velhos foram envelhecendo. Hoje já ninguém quer fazer lavoura nas condições de há quarenta anos.

A entrada na CEE não foi acautelada com uma política de desenvolvimento e fixação das populações nas suas aldeias, vilas e cidades do interior.

 

Resta-nos reencontrar, agora, em piores condições, a aplicação de capitais nas zonas distantes do litoral. Mas são essas condições que ninguém, ao nível governamental, pode garantir, por falta de capacidade para montar infraestruturas modernas para satisfazer quem queira investir e radicar-se no interior. O tempo dos dinheiros a fundo perdido já acabou e houve muita boa gente que comprou automóveis topo de gama ou fez vivendas de luxo sob o pretexto de investimento na reordenação produtiva.

Afinal a corrupção dos políticos da alta roda tem correspondência, mais cá em baixo, na população “espertalhaça”!

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