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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

21.06.18

Imigrantes


Luís Alves de Fraga

 

Fomos um povo de emigrantes, ao longo da História. Mesmo quando partíamos para "colonizar", éramos já emigrantes. Mas fomo-lo mais, em especial, no século XIX, depois da independência do Brasil. Fomos para lá, para os EUA, para o Canadá, para a Venezuela, para a Argentina e, no século XX, em especial na segunda metade, fomos para a França, a Alemanha, o Luxemburgo, a Bélgica, a Suíça.

 

Em todos estes países fomos imigrantes e, às vezes, em condições mais do que humildes, quase miseráveis. Levávamos na bagagem a saudade da terra, da família, dos lugares, dos amigos e uma imensa vontade de voltar, que mais não fosse, para retornar ao trabalho duro com mais coragem e mais ânimo.

 

Fomos imigrantes em terras tão estranhas! Lá deixámos bocadinhos da nossa maneira de estar e de lá trouxemos outras formas de viver e sentir.

Porque fomos imigrantes, sabemos sentir os imigrantes e compreender o que é querer fugir à pobreza de terras que, em vez de mães, são madrastas. Madrastas de má índole. Por isso, compreendemos o sofrimento dos imigrantes em países que foram construídos por imigrantes e hoje se arrogam o direito de ter "tolerância zero" para com aqueles que, oferecendo-se para trabalhar, só querem ter a oportunidade de dar aos filhos um futuro melhor do que aquele que lhes foi dado a eles.