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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

História da Resistência

 

Após o fim da 2.ª Guerra Mundial, pelo menos na Bélgica, houve gente que ficou privada dos direitos de cidadania, por ter colaborado com os alemães invasores, portadores da ideologia nazi. Não sei se na Itália algo de semelhante aconteceu, mas sei que os fascistas, declarados apoiantes de Mussolini, foram perseguidos. Sei que em França foram fuzilados colaboracionistas e às mulheres que mantiveram relações amorosas com alemães foi-lhes rapado o cabelo de modo a facilmente serem identificadas nos meses mais próximos da Libertação.

Curiosamente, em nenhum destes Estados foram perseguidos os comunistas, que combateram e se empenharam convictamente na luta contra os poderes ditatoriais, então, nascentes. E, contudo, sabia-se o que se havia passado antes na União Soviética (URSS) às ordens do ditador Estaline.

 

Em Portugal, entre 1926 e 1974, ainda que, de início, tenha havido várias tentativas antifascistas conduzidas por militantes republicanos, vindos do período anterior, depois do final da Guerra Civil de Espanha e, em especial, depois da 2.ª Guerra Mundial foi o Partido Comunista (PC) quem manteve organizada, disciplinada e continuada a luta contra o fascismo. Logo após a data de 25 de Abril, recordo-me, o somatório de anos de prisão a que haviam sido condenados os membros do comité central ultrapassava a centena.

Só já depois do começo da Guerra Colonial, em 1961, é que surgiram movimentos de luta cuja iniciativa, sendo marxista, não estava ligada ao PC. Todavia, infelizmente, não houve nenhuma tentativa cuja direcção fosse da exclusiva responsabilidade do Partido Socialista (PS), aliás inexistente, tal como todos os outros partidos da nossa democracia.

 

Seria faltar à verdade histórica não referir a acusação dos chamados antifascistas democratas contra o PC que, em algumas das várias tentativas de golpe contra a ditadura (“revolta” da Sé, “assalto” ao quartel de Beja), desaconselhavam os seus militantes e as estruturas do partido a envolverem-se. E, na realidade, os comunistas tinham razão, pois a verdadeira luta antifascista não podia ser feita sem preparação e sem um apertado controlo, que o amadorismo dos conspiradores deixava à mostra. É compreensível que o comité central não quisesse fazer passar pela prisão mais militantes do que aqueles que, todos os dias, nos seus locais de trabalho, arriscavam a vida para divulgar propaganda destinada a manter viva a resistência e a luta.

 

Esquecer o que foi o combate contra o fascismo, esquecendo o papel do PC e dos seus militantes e simpatizantes, é uma injustiça histórica, que o facto do não alinhamento político com o pensamento marxista-leninista não pode justificar. Por não ser católico jamais condenarei a moral da Igreja de Roma… O resto deixarei para discussão mais pormenorizada.

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