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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

24.06.23

Guerras perdidas


Luís Alves de Fraga

 

Um submarino de pequenas dimensões ia visitar os destroços do Titanic, depositados no fundo do mar a três mil e oitocentos metros de profundidade. Era uma “guerra” contra as leis da física. Poderá já ter sido ganha algumas vezes, mas, tal como o cântaro, tantas travou combate que, desta, ficou lá. E morreram cinco pessoas.

A atenção dos órgãos de comunicação social esteve focada neste acontecimento durante vários dias. O mundo inteiro (com exclusão dos excluídos do mundo televisivo) soube tudo o que se refere a submarinos e pressão subaquática.

Cabe perguntar, qual a razão de tanto interesse e tanto tempo gasto em noticiar este acidente que SÓ vitimou cinco pessoas? A fortuna dos que iam ver os restos do Titanic? A importância “científica” destes mergulhadores? O prazer mórbido de dar conta da morte de gente dita importante? É que, para mim, nada justifica a excessiva atenção dispensada a este naufrágio e a quase indiferença perante os naufrágios dos pobres emigrantes no Mediterrâneo quando demandam a chegada à Europa, para eles o paraíso na Terra.

Todos nós sabemos (alguns com plena consciência e outros não tanto) que quanto maior for a catástrofe menor o impacto social. Desde o holocausto até ao marmoto no Pacífico ou desde a explosão de um veículo aeroespacial até à implosão do submersível, a regra é sempre a mesma: mais vítimas, menos tempo perdido pela comunicação social; menos vítimas, mais tempo de antena.

O critério parece ser o do consumismo: menos produto no mercado, mais caro ele é; mais produto no mercado, mais barato ele se torna. É lamentável que a lei da oferta e da procura tenha chegado a este limite.

 

A “ofensiva” ucraniana parece ter entrado num impasse. Talvez se esteja à espera do melhor momento para atirar para a “fornalha” mais uns largos milhares de homens que podem ir esbarrar contra as posições defensivas russas… ou talvez não!

Dá-me a sensação de que o preconizado por mim há um ano e que está publicado no meu livro “Ucrânia uma guerra de embustes” se começa a esboçar: o esboroar de um dos poderes políticos em confronto.

Com efeito, a revolta do patrão dos mercenários da força Wagner contra as chefias militares russas pode levar a uma “implosão” do poder putinista e, se tal acontecer, à dos seus postos de comando. Pode acontecer uma debandada geral.

Mas, porque não acredito em bruxas (embora possam existir) a minha grande dúvida é a de saber se as razões invocadas pelo “patrão” dos mercenários são as que diz ou se são outras muito mais subtis, muito mais secretas e muito menos patrióticas. Para ser preciso deixo a pergunta: «Quantos dedos da CIA estão por trás desta reviravolta?» É que mercenários não têm pátria; movimentam-se ou por dinheiro ou poder! Assim se justifica o discurso de Putin, ameaçando de morte e acusando de traição aqueles que lutarem contra a ordem estabelecida na Rússia.

Para mim, e a acreditar que os mercenários conseguem levar por diante os seus intentos, creio que se estão a gerar as condições para entrarem em campos os diplomatas e, então, a “grande ofensiva” ucraniana poderia ter como arma secreta a revolta de Prigozhin.

 

E assim vão as “guerras” neste planeta que, sendo casa comum de todos nós, parece estar a esboroar-se.