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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

17.03.19

França, uma guerrilha sem sentido?


Luís Alves de Fraga

 

Ontem, sábado, em Paris, na avenida mais emblemática da cidade, os “coletes amarelos” – provavelmente agitadores profissionais – lançaram o caos terrorista, face a uma polícia quase manietada por causa do julgamento politicamente correcto dos Franceses, dos Europeus e de todos os “amantes” das “liberdades bagunceiras”. A destruição, roubo e defenestração de lojas de marcas conhecidas em todo o mundo atingiu o rubro, o máximo.

 

Isto que se arrasta há muitas semanas a fio, já não é uma contestação: é uma forma de afronta descontrolada praticada por gente sem cultura para viver na França das Liberdades, da Igualdade e da Fraternidade, na França da Revolução Francesa, na França “madre” da Cultura contemporânea, na França do pensamento científico, na França berço de filósofos, poetas, ficcionistas, pintores, escultores, ourives, compositores, bailarinos.

Essa França está a atravessar uma crise económica, financeira e social. Mas está ela e toda a Europa, talvez todo o mundo dito ocidental. A solução passa pela resposta a uma só pergunta:

⸺ Democracia, globalização e defesa ambiental são compatíveis?

 

O mundo, depois de ter deixado o paradigma da bipolarização, traduzida na Guerra-Fria, entrou na multipolarização condutora à globalização e, de há tempos a esta parte, está a caminhar a grande velocidade para a “tripolarização”: Estados Unidos, Rússia e China.

Cada uma destas potências reivindica para si a “democracia”; uma democracia que está bastante longe da que se vivia no mundo ocidental antes e durante a Guerra-Fria. É, na minha opinião, este confronto que está a gerar a confusão sobre o que é a democracia.

 

Toda a gente, que tem tudo a perder, quer o regresso ao passado ou a entrada no mundo do consumo desmedido do presente vivido pelos afortunados para quem a vida alheia pouco conta.

A solução não passa por defender o desequilíbrio do presente, mas por procurar a estabilidade capaz de criar justiça relativa nas sociedades excluídas do bem-estar, das sociedades definidas nos anos 60 do século passado por sociedades da abundância.

Mais uma vez, é a França quem está a chamar a atenção do mundo para a necessidade de mudar, de fazer uma revolução.