Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

07.05.17

França


Luís Alves de Fraga

 

Pronto, o pano caiu e o espectáculo terminou. Vamos só retirar algumas conclusões essenciais constitutivas da estrutura de tudo o que se passou.

 

Os partidos estão a ruir um pouco por todo o lado e também em França. Cada vez mais a democracia é uma caricatura do que pretendeu ser no século XIX e foi, em algumas circunstâncias, no século XX. O que prevalece é a importância da finança anónima, indomável, corrupta e global. Assim, o projecto europeu, porque fundamentado na ideia ultrapassada de democracia, está a correr para o colapso ou para uma solução de apagamento de soberanias.

 

Mas o fenómeno não é só visível na Europa. Ele acontece um pouco por todo o mundo. A corrupção político-financeira é uma verdade que se está a instalar nos nossos dias.

 

A França vai ser o "balão de ensaio" nos próximos cinco anos. Por acção dela, provavelmente, os nacionalismos vão reacender-se na busca de conseguir o retrocesso da globalização, através do renascimento dos "capitalismos nacionais".

Estão a reunir-se as condições para se redefinir-se o quadro do conflito entre capitalismos, que levou à Grande Guerra. A China está a formar a primeira linha desse novo quadro. Os EUA estão a procurar alinhar nessa reconfiguração político-financeira. Fazem-lhe companhia a Grã-Bretanha com o Brexit. Perfila-se a Turquia como potência chegada ao radicalismo de direita. A Rússia mantém-se firme no desejo de ser potência continental e marítima.

 

Falta pôr fim ao comércio de armas, que alimenta pequenos conflitos regionais, deixando que haja concentração de "material explosivo" numa só região da Terra. Esse será o ponto por onde estalarão as hostilidades militares, se se caminhar para uma terceira guerra mundial.

 

Não é nem um acaso nem um fatalismo histórico a França estar no centro dos grandes conflitos; resulta somente de ser um elemento de diferenças culturais no meio geográfico de outras tantas, tão fortes no plano económico e militar como ela.

 

Será que Emmanuel (curioso este nome bíblico) Macron, Presidente da República francesa, na sua juventude, terá alguma similitude com Napoleão Bonaparte, por acaso também casado com uma mulher bem mais velha do que ele?

 

Não me julguem nem louco, nem adivinhador, nem profeta de desgraças. Sou somente um tipo que alinha dúvidas e as escreve.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.