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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Forças Armadas europeias

 

Emmanuel Macron, nas vésperas do centenário do armistício, há dias, seguiu na peugada de Ângela Merkel, defendendo a criação de umas Forças Armadas europeias. A chanceler alemã, depois disso, tornou a reafirmar essa necessidade, não levando em conta os sucessivos e ameaçadores twitters de Donald Trump.

 

Dizem os defensores da União Europeia que a esta se deve a mais longa paz na Europa e que, para a poder sustentar, haverá que criar uma Forças Armadas capazes de não depender de outras potências.

 

Será conveniente, para desfazer equívocos, recordar alguns pormenores importantes no meio dos argumentos agora usados.

As guerras na Europa foram, ao longos dos séculos, motivadas por razões de fronteiras, razões religiosas e económicas. Nestas últimas devemos incluir as que determinaram conquistas de mercados externos quer para a colocação de produtos acabados quer de busca de matérias-primas. A “tranquilidade” europeia só se concretizou no pós-segunda Guerra Mundial. A razão fundamental para que assim acontecesse estriba-se no facto de o conflito ter, por um lado, destruído, quase por completo, o tecido produtivo em todos os Estados do continente e, por outro, terem ascendido às independências as colónias da Bélgica, Holanda, França e Grã-Bretanha, o que contribuiu para a perda de importância económica no mundo. Acresce – e é, talvez, o mais importante – que os EUA e a URSS se tornaram os Estados directores da política mundial.

Foi esta conjuntura que definiu as condicionantes de uma paz permanente no continente europeu. O surgimento do Mercado Comum resultou dessa mesma conjuntura, porque foi o único modo de estabelecer regras para um crescimento económico da Europa sem choques internacionais, servindo, ao mesmo tempo, como mercado comprador dos produtos americanos.

 

A queda do regime comunista na URSS e seus satélites gerou uma polarização dos centros de poder internacional e, em certa medida, pontos de discórdia entre interesses envolvendo a Rússia, os EUA, a China e alguns dos Estados europeus. Este contexto é novo e requer um novo tipo de resposta. Eis a razão pela qual a chanceler alemã lançou a ideia das Forças Armadas europeias numa tentativa de unificar interesses entre grandes Estados do continente, em especial, agora que o Reino Unido saiu da União.

 

Só que há aspectos que, para a concretização de umas Forças Armadas europeias, não estão a ser dados a conhecer aos europeus. Vejamo-los.

As Forças Armadas têm, como fim último, a defesa dos interesses do Estado, exercida através da dissuasão e do exercício da força, se tal for necessário. É a defesa da Pátria. Ora, umas Forças Armadas europeias têm de estar ao serviço dos interesses da União; uma União que não tem uma política externa única. Uma União que não é uma pátria para ninguém a não ser para os burocratas que a defendem com unhas e dentes. É aqui que surge o contra-senso das propostas surgidas na Alemanha e na França.

 

Estas Forças Armadas serão as francesas combinadas com as alemãs ou as de todos os Estados europeus? Estaremos em face de uma União a “duas velocidades”? O que é que não nos é dito e é escondido? Qual o papel que não está reservado para o Reino Unido nesta “defesa” comum?

E, para nós, mais grave do que esta ignorância, qual a posição de Portugal neste projecto? Se não temos respostas, resta-nos perguntar qual a “União” que nos junta?

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