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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

24.10.18

Fim ou começo?


Luís Alves de Fraga

 

Bruxelas rejeitou o Orçamento de Estado da Itália e o Governo italiano declarou que não o rectificava, porque o orçamento é para os Italianos e não para a União.

 

É sabido que sou, desde sempre, um eurocéptico porque acho impossível resolver em dezenas de anos as rivalidades culturais (entenda-se por cultura aquilo que define um grupo social) entre Estados europeus. Não se trata de uma questão de direitas, esquerdas ou ultra-direitas. Trata-se de esquecer interesses nacionais, que foram defendidos durante séculos, em nome de uma "unidade" artificialmente criada. O máximo que se podia fazer - um mercado comum - foi feito e devia ficar por aí.

 

Dizer que é um Governo de extrema-direita quem se opõe a Bruxelas é simplesmente resultado de uma conjuntura. Aliás, o avanço dos nacionalismos são a resposta à globalização e ao domínio do capital apátrida sobre as pessoas com pátria e com tradições, idiomas e aspirações.

 

A globalização facilitou a corrupção, o desejo de "estar na crista da onda" a qualquer preço; veio alterar valores e conceitos morais. É natural que haja uma reacção popular e quase é "natural" o aparecimento de oportunistas políticos que explorem o sentimento de desengano dos povos, chamando-os para projectos ditos nacionalistas, mas que, realmente vão, na aparência, ao encontro dos desejos nacionais, porque ser nacionalista não constitui crime nem pecado político. O nacionalismo como ideologia política, esse sim, é perigoso.

 

Assim, a negação da Itália tem de ser olhada de duas maneiras distintas: uma, como reacção a um embuste chamado União Europeia; outra, como manifestação perigosa de uma tomada do Poder por tendências fascistas.

 

Até onde os tecnocratas de Bruxelas são capazes de evitar o descalabro, recuando para os termos possíveis de juntar o que não se pode misturar, ou caiem nos mesmo erros da esquecida Sociedade das Nações e encaminham inocentemente a Europa, outra vez, para o abismo?