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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fazer História

 

Sobre o modo de fazer História há inúmeros livros, mas quase todos dizem, de maneiras diferentes, o mesmo: a História faz-se com documentos e, ao fazer História, deve-se ter como objectivos contar, explicar e reproduzir a verdade tão próxima do que foi de modo a que nem mesmo os actores da História a pudessem contar tão perfeitamente como está contada.

 

Esta última parte é a mais difícil de todo o trabalho do historiador, porque é a aquela por onde entram as críticas, pois, em regra, habituámo-nos à chamada história apologética, ou seja, a que é feita segundo a perspectiva do “vencedor” ou, também chamada, história oficial.

 

Não escondo nem envergonho o facto de ser historiador, porque, realmente, tenho publicados, e criticados no âmbito académico, vários trabalhos de investigação histórica. A minha especialidade é a História contemporânea portuguesa, isto é, aquela que está compreendida entre o começo do século XIX e os nossos dias (História da Actualidade). Contudo, onde me foquei com muito mais empenho foi, desde sempre, na segunda metade do século XIX até ao fim do período revolucionário pós-25 de Abril de 1974.

 

Sei que muita gente tem “opiniões” sobre o que aconteceu em Portugal entre 1974 e 1975; “opiniões” e “experiências”. Eu procuro reunir documentos e informações para escrever aquilo que nem todos concordam, mas que corresponde à visão geral das ocorrências. Não me fico pela minha “trincheira”, ou seja, pelo meu “saber”. E, em História, os depoimentos individuais de quem esteve muito longe dos centros de decisão, só valem pelo que nos dão da percepção individual do geral; não podem ser tomados como visões gerais sobre o geral.

 

Historiar não é exercício fácil nem, algumas vezes, agradável.

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