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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

06.04.20

Fascismo português

(Uma nova achega para o definir)


Luís Alves de Fraga

 

A Guerra Colonial, entre 1961 e 1974, não foi mais do que a continuação das chamadas Campanhas de Pacificação, levadas a cabo nos últimos anos do século XIX e primeiros do século XX e, assim, se demonstra que Portugal não defendia um Império herdado da gesta de quinhentos, mas queria consolidar um império resultante da Conferência de Berlim, realizada em 1884-1885.

 

Isto demonstra, também, que o Estado Novo era tão fascista-expansionista como o italiano ou o alemão, com uma só diferença: estes eram agressivos e conquistavam visivelmente e o fascismo português conquistava invisivelmente, acobertando-se numa mentira histórica: a da defesa de um património herança de uma Expansão Marítima, que, ao invés de levar a cabo uma política de conquista territorial como a que foi adoptada pela Espanha, optou por uma política comercial marítima, mais amistosa e humana, estreitando os laços entre a Europa e África e o Oriente.

 

Temos de tomar consciência desta nuance do fascismo português, da qual, creio, sou pioneiro, pois não vi isto escrito, até agora, em lado nenhum e antes de eu o dizer ou até pensar.