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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

29.10.18

Fascismo no Brasil?


Luís Alves de Fraga

 

O capitão reformado Jair Bolsonaro ganhou as eleições presidenciais no Brasil. Ganhou com uma confortável margem sobre o candidato apresentado pelo PT, mas que, erradamente, na segunda volta, já não representava só esse partido, mas a alternativa ao opositor o qual continuou a usar um discurso e um comportamento fascizante em todas as suas vertentes. Isso não foi compreendido pelos eleitores brasileiros. Pelo contrário, continuaram a aceitar que a alternativa a Bolsonaro era o comunismo (?), realmente, nunca experimentado no Brasil nas últimas quatro décadas.

 

Interessa, agora, perceber os sinais indicativos da marcha para o fascismo. Perceber se a sociedade brasileira vai ou não vai virar.

Comecemos pelo discurso de vitória de Jair Bolsonaro.

Claramente não corresponde a dar o dito, na campanha, pelo não dito. Pelo contrário. Foi um discurso demagógico cheio de armadilhas para tentar adormecer os incautos. Disse: "liberdade de andar na rua, liberdade política e religiosa, de formar e ter opinião".

Mas esta liberdade poderá passar pelo endurecimento – se calhar, desmedido – da força policial reforçada pela acção do Exército. Esse será o caminho para o silenciamento de todos os órgãos de comunicação social que tentem criticar a acção exagerada das forças de repressão. Mas, antes disso, se neste espaço de tempo entre a vitória eleitoral e a tomada de posse, se começarem a verificar acções de retaliação contra personalidades destacadas da oposição a Bolsonaro ou contra organizações de trabalhadores, levadas a cabo por grupos de arruaceiros armados, que ficarão impunes por inacção da justiça, teremos a certeza sobre o futuro do Brasil.

Disse, também que governaria de acordo com a Constituição, admitindo-se como um enviado divino para restaurar a ordem na sociedade brasileira. Não há, à luz da História, melhor indício para o classificar como um rematado ditador fascizante. Ele agirá em “consonância” com a “vontade de Deus”!

 

A certeza absoluta da viragem para o fascismo só a teremos depois de Janeiro e começará pela caça à droga e à marginalidade, para obter a legitimidade necessária para pôr em execução o programa repressivo, que silenciará todos os dissidentes da sua posição. Depois, depois Deus nos livre do que se seguirá.

 

Tudo o que aqui vos deixo para reflectir é o mínimo dos sinais de imposição da força fascista. Todavia, são os sinais clássicos ensinados pelos autores dedicados ao estudo das ditaduras.

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