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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Exportar

 

Dizem - e é verdade - os economistas que a salvação de Portugal é ampliar as exportações. Mas o que eles não dizem é que, quase tudo no nosso país, é anémico!

 

Há uma anemia que herdámos por termos nascido geograficamente aqui. Este aqui é o pedaço de Península que nos coube em sorte. Mas este aqui tem uma potencialidade que nos salvou durante quinhentos e cinquenta anos: a costa marítima virada ao Atlântico, mesmo no sítio por onde passa toda a navegação que vai a caminho da Europa central e do norte e a caminho do Atlântico sul. Era muito pior se tivéssemos costas para o Mediterrâneo!

Ora, combater a anemia nacional não pode ser através de fazer o que nem o engenho dos Portugueses consegue nem as oportunidades nos oferecem. Combater a anemia nacional passa por, teimosamente, nos voltarmos a impor no mar com navios de transporte de longa distância. A maior percentagem de comércio ainda é a marítima. E vai continuar a ser.

 

Há quase cem anos, Afonso Costa, o arquitecto da nossa beligerância, o único político da 1.ª República com estatuto de estadista, conseguiu, na Conferência da Paz, que fossem dados a Portugal, como compensação de guerra, navios suficientes para formar quatro companhias, duas das quais cresceram até 1975 - a Nacional de Navegação e a Colonial de Navegação - e, assim, possibilitar uma sobrevivência com larga margem de autonomia.

 

É no mar e no comércio marítimo que está a saída da anemia nacional. Não temos espaço para essa política enquanto estivermos espartilhados pelas disposições europeias, porque na Europa residem grandes companhias de navegação que não aceitam concorrências.

 

Disto os nossos economistas não falam. Não falam, porque não sabem ou sabem bem demais que não devem falar.

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