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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Ensino Superior Privado

 

Vem hoje noticiado que aumentou a frequência de alunos nos estabelecimentos de ensino superior privado. Fico satisfeito com o facto. Todavia, isto leva-me a tecer algumas considerações sobre este tipo de ensino.

 

Começo pelo evidente.

Há estabelecimentos de ensino superior privado que são de muito boa qualidade e há-os de muito má qualidade; algo semelhante se passa nos similares públicos. Ora, esta distinção não justifica a segregação que ainda se faz entre os diplomados no "privado" e no "público", pois há universidades e politécnicos do Estado que, em alguns cursos, só estariam bem se fossem encerrados.

 

Passemos ao menos evidente.

Hoje em dia o nível de exigência exercido pela A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) no âmbito das universidades e politécnicos privados é de tal ordem que chegam a cometer-se injustiças gritantes, pelo excesso de zelo. Contudo, nem mesmo assim, se altera a visão vulgar da falta de qualidade do ensino superior privado.

Acresce que, actualmente, todos as universidades e institutos politécnicos privados têm já centros de investigação que lhes dão credibilização no domínio da pesquisa científica. Claro que, muitas vezes, ficam aquém dos seus congéneres estatais, mas compreende-se o motivo: o financiamento não é igual aquele que o ensino superior público recebe do Estado.

 

Vejamos, agora, os pontos negativos (pelo menos, na minha opinião).

No ensino superior privado ainda se contratam, para leccionar, doutores com graus obtidos no estrangeiro, algumas vezes, em universidades de duvidosa credibilidade, sem provas evidentes de competência pedagógica e didáctica para o tipo de ensino oferecido pelos estabelecimentos contratantes. Segundo aquilo que penso, devia recorrer-se, mais largamente, aos doutores "feitos" em Portugal.

Depois, ainda é bastante comum, contratarem-se, a título de docente "convidado", "personalidades de reconhecido mérito científico" sem o grau académico, nem as provas necessárias, para o cargo que lhes é atribuído. Por este crivo, que daria entrada a personalidades de notória competência no meio do ensino superior, "abre-se a porta" à admissão dos "convidados" a quem se quer pagar "favores" pessoais ou institucionais.

Por fim, ainda não está definida uma carreira docente com contrato garantido por tempo indeterminado a todos os docentes do ensino superior privado, facto que leva a que bastantes professores façam da actividade lectiva uma ocupação "complementar" das suas funções primárias. Claro que se compreendem as razões para esta precariedade contratual - a falta de garantia de rendimentos para assegurar continuidades - mas isso resolver-se-ia através da redução da oferta de tantos estabelecimentos superiores privados levada a efeito através de sistemas de associação.

 

Traçado o panorama geral, não me canso de repetir, fico contente com o facto de a procura ter aumentado. Esperemos que o resultado final não envergonhe todos aqueles docentes do ensino superior privado dedicados e empenhados, que o desejam com um tipo de qualidade igual ou superior ao do ensino público.

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