E as Escolas, Senhor?...
Mas será possível? Neste país anda tudo ao contrário ou sou só eu que ando na mão errada?
Então será que sou o único a perceber que a abertura das escolas conduz a um extraordinário movimento de gente de um lado para o outro?
Vamos lá ver.
Abrir as escolas não implica somente em meter nelas alunos e professores. Há, também, o pessoal das secretarias, das cozinhas, dos bares e o pessoal auxiliar. Mas há mais. Há todos os pais ou avós que vão levar e buscar os meninos e as meninas à escola e que, de caminho, fazem compras no supermercado, que mais não seja para não irem para casa fazer o que estão a fazer agora.
Mas há mais. São as camionetas que, na província, vão buscar e levar as crianças às escolas... camionetas que não se conduzem a si mesmas e condutores que não dormem nos locais de trabalho.
Querem mais explicações?
Há os ajuntamentos de meninos e meninas que andam, depois da escola, a namoriscar pelos cantos e a infectarem-se para levarem para casa o vírus que vai fazer adoecer os pais, os irmãos e, possivelmente, matar os avós... se ainda forem vivos e conviverem com os netos.
Bolas, se me dissessem que iam começar o desconfinamento pela abertura das gelatarias ou pelos museus ria-me, mas ficava tranquilo. Todavia, assim... assim é fazer um quarto de volta nesta mal esboçada melhoria.
E não me falem de escolas e de programas de ensino, porque disso me vou encarregar daqui por dias.
Vejam se ganham juízo e me ou nos explicam a razão de começar o desconfinamento pelas escolas. É que não encontro qualquer lógica na decisão... Pode ser que o defeito seja meu!
