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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

17.10.18

Do eleitoralismo à pobreza


Luís Alves de Fraga

 

Comenta-se, à boca cheia, se o Orçamento de Estado é ou não eleitoralista, ou seja, se contem medidas financeiras feitas propositadamente para levar os eleitores a votarem no PS, no próximo ano.

 

Acho esta preocupação uma completa idiotice. Idiotice e falsa questão, pois todos os orçamentos de todos os Governos em fim de mandato são eleitoralistas, desde que há Governos no mundo e não só em Portugal. Até no Estado Novo, o fascismo português, havia eleitoralismo nos momentos de farsa eleitoral! Havia inaugurações, distribuição de lanches ao "pobrezinhos" e mais uma infinidade de pequenas merdas para convencer o pagode sobre a "bondade" dos governantes.

Claro que, desde o PS ao CDS, todos os Governos foram eleitoralistas, na vontade de conquistar votos para lhes garantir a governação, não pelo bem que nos estavam a fazer, mas pelo bem e comodidade que lhes davam as cadeiras do Poder.

 

A novidade é que este Governo tem de fazer política eleitoralista, satisfazendo o "caderno eleitoral" dos partidos que o apoiam no parlamento! Essa é que é a novidade!

A questão coloca-se em separar o que o PCP e o BE dizem ser as suas reivindicações "naturais" de esquerda e as suas manobras eleitoralistas para não serem engolidos pelo PS e pela política eleitoralista deste.

Claro que a direita aproveita-se deste facto para denegrir, de qualquer modo, toda a esquerda.

 

Hoje é o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Dia que deveria ser tornado em ano, em Portugal, pois temos um índice de pobreza elevadíssimo, sendo que o abismo entre os que muito têm e os que nada possuem é, entre nós, cada vez maior e, se por um lado, os partidos de direita enchem a boca a falar da pobreza, mas nada fazem para a erradicar, os partidos da esquerda apontam medidas para a minguar. O problema está no simples facto de Portugal ser um país pobre e com uma muito fraca taxa de investimento em áreas capazes de mudar substancialmente a distribuição dos rendimentos.

 

Este é o país que temos e, mais do que tudo, é a classe política que possuímos. Virtude é o eleitorado não se deixar apanhar nas falsidades e avaliar bem as propostas honestas dos partidos. Depois, depois há que saber premiar os "bons" e "castigar" os maus. Isso é democracia.

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