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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

23.07.18

Cuba, uma mudança inevitável


Luís Alves de Fraga

 

O mundo está a ser confrontado com a notícia da alteração possível da Constituição Política de Cuba. Prevê-se que se deixe de fazer referência ao comunismo, que se aceite a propriedade privada e que haja abertura quanto ao casamento entre homossexuais.

 

Era inevitável este conjunto de mudanças. A queda da URSS demonstrou que o modelo político marxista-leninista não constituía a via para o fim das injustiças geradas pelo capitalismo. O comunismo - se preferirem, o socialismo - não se implanta num só Estado, dois ou três; o comunismo tem de ser global e a humanidade ainda está longe desse estágio! O capitalismo tem de "bater no fundo" e provar que, por mais voltas que dê, não constitui a fórmula económica para gerar a felicidade humana. Por enquanto, o comunismo é uma utopia... Um dia, realizar-se-á. Não me perguntem daqui por quanto tempo, pois não sou capaz de fazer previsões dessa natureza. Todavia, uma coisa é certa: estamos a caminhar a passo acelerado para esse momento.

Porquê?

 

Porque o capitalismo do século XIX nada tem a ver com este do início do século XXI. O do passado visava o enriquecimento individual que conduzisse a uma recapitalização; era um capitalismo, quase sempre, "nacionalista", tinha "pátria". Depois da 2.ª Guerra Mundial passou-se a um capitalismo multinacional, tinha interesses grupais; o final do século XX e o começo do presente trouxe-nos o capitalismo global, no qual impera, realmente, o individualismo mais feroz de sempre; é o capitalismo dos "offshores" virado para a acumulação de capitais individuais sem respeito por nada nem ninguém.

 

Isto tem de ter um fim. Não sei qual nem como, mas tem de ter um fim, e quando o fim se atingir, provavelmente, a humanidade acaba por perceber que a solução é o comunismo de Karl Marx, pois é o único capaz de pôr fim aos desequilíbrios económicos, financeiros e sociais.

 

Cuba não está a fazer nada que não vá nesse caminho. Desenganem-se aqueles quantos pensam que está a virar-se para o capitalismo. Pode parecer, mas não está.