Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

06.03.20

Covid 19


Luís Alves de Fraga

 

É próprio da natureza humana correr riscos e, quantos mais se correm ou quanto mais desafiantes eles forem, mais se está disposto a arriscar. Veja-se o caso dos corredores de automóvel, dos escaladores de montanhas, dos soldados em combate e, de certa maneira, dos profissionais de saúde… É natural que, todos quantos estabelecem um pacto com o perigo, queiram testar o seu limite.

Nunca virei a cara ao perigo e sempre dei resposta aos desafios da minha vida, mas sempre fui prudente, usando de cautelas e pesando riscos.

 

Não quis ser alarmista quando o alarme nos meios de comunicação social era o prato do dia. Nessa altura, o novo vírus ainda dava os primeiros passos na Europa, mas, quando atingiu as fronteiras nacionais e, antes, já estava em Espanha, pus-me de prevenção. A mesma prevenção que me leva a já não conduzir a cento e cinquenta quilómetros hora, nas autoestradas, como fazia há vinte ou trinta anos atrás. Assumo os desgastes próprios da minha idade.

 

Julgo que a prevenção passa, nos mais velhos, por não se exporem, desnecessariamente, a situações onde o risco pode estar atrás da porta: grande reuniões de gente, em espaços fechados, sobre a qual se sabe quase nada, almoçaradas, convívios com apertos de mão e abraços, visitas a doentes e mais coisas no género.

Se uma constipação vulgar, num idoso, pode degenerar em pneumonia, o que será com este vírus?

Evidentemente, procuro fazer uma vida quase normal: vou à rua passear, vou ao supermercado, vou à livraria, mas, tudo isto, mantendo uma distância segura das pessoas e estando muito atento a quem me parece doente.

 

Tenho acompanhado mais a imprensa espanhola do que a nossa e verifico que, no país vizinho, as autoridades sanitárias não levaram em conta os primeiros casos ‒ que mataram idosos ‒ e eram já resultado do Covid 19. Em prova do que digo, chamo a vossa atenção para o jornal que menciono em baixo.

 

Por cá, ouvem-se rumores de coisas que correm mal e muitas afirmações de que correm bem. Claro, só um cidadão politicamente desinformado é que aceita como seguras as palavras das autoridades responsáveis, pois, é da mais elementar ciência saber que os governantes evitam, tanto quanto podem, estabelecer o pânico. Assim, temos de gerir um equilíbrio entre o que a comunicação social informa e o que dizem os políticos.

 

Eu faço a minha prevenção, porque gosto muito de viver e de andar por cá.