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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

21.10.19

Catalunha


Luís Alves de Fraga

Não, não vou tomar, ainda, qualquer posição sobre o que se passa em Espanha e na Catalunha.
Acho que se não pode encarar a questão da mesma forma como se discute um "derby" futebolístico: com paixão e preconceito. Tem de se fazer uma leitura calma, desapaixonada, distanciada, comparativa, histórica, tão realista quanto possível. E, acima de tudo, Portugal não deve nada aos Catalães, porque, para perceber essa "dívida" inexistente tem de se estudar a História do século XVII, em especial entre os anos 1635 e 1648 e, também, a Guerra dos Oitenta Anos, cuja paz foi alcançada nesta última data com o Tratado de Vestfália e o Tratado dos Pirenéus, em 1659. Tem de se estudar toda a complexidade da Guerra dos Trinta Anos e a importância da França no seu desenvolvimento e apoio a Portugal e à Catalunha, em 1640, explicam muito melhor a nossa "Restauração" do que outros elementos emocionais, explorados pelo fascismo nacional.
Para mim, por enquanto, a Catalunha é um assunto interno da Espanha que tem de ser resolvido com os Espanhóis e pelos Espanhóis.