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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

03.11.21

A Grande Incógnita


Luís Alves de Fraga

 

Não sei se ou quando vão ter lugar eleições legislativas. O mais provável é que ocorram lá para Janeiro. É, no fundo, a vontade do Presidente da República anunciada com larga antecedência (não sei se de conluio com António Costa ou a passar-lhe uma valentíssima rasteira ou, simplesmente, porque, sem pensar, gerou para si mesmo uma decisão não ponderada).

 

Mas o que vem aí é que constitui uma incógnita tremenda. Vamos ver?

Repare-se que o Partido Socialista (PS) poderá contabilizar mais votos ou, pelo contrário, perdê-los. Não depende da sua propaganda política; depende da propaganda de todos (mas mesmo todos) os restantes partidos políticos; depende da percepção que os eleitores possam ter do que foi a governação de Costa ou do que foi a fraude de Costa nos seus compromissos à esquerda.

Do Partido Social Democrata (PSD) e do CDS nem vale a pena falar, pois estão esfrangalhados e neles votarão os adeptos dos respectivos líderes e todos os inconscientes políticos nacionais, que ainda são numerosos.

No Partido Comunista Português (PCP) votarão os de sempre, os indefectíveis, e mais alguns que não acusarem Jerónimo de Sousa e o Comité Central da crise criada pela não aceitação do Orçamento do Estado (OE). Vamos lá ver se um táxi dá para levar os deputados do PCP ao Parlamento.

Quanto ao Bloco de Esquerda (BE) vai ser castigado, porque, em boa verdade, é um agrupamento de tendências de extrema-esquerda, que cativa muita gente de duvidosa consciência política baseada num discurso simpático atractivo, em especial, porque satisfaz todos os insatisfeitos pouco identificados ideologicamente.

Mas, agora vem a novidade: o partido que dá pelo nome de Chega o qual, à sua maneira, mas no lado oposto ao BE, também cativa pela retórica contra o estabelecido, e esse discurso vai convencer muitos dos eleitores que no acto eleitoral só vêem vingança contra tudo e contra todos.

Depois, vêm o PAN e os Verdes cujo projecto político é coisa sem argamassa suficiente para convencer gente que espera da política e dos políticos mais do que leis avulsas para defender árvores, jardins, animaizinhos e a sobrevivência do planeta (seja lá isso o que for, porque, o nosso pagode quer é a gasolina mais barata e está-se nas tintas para a fumarada das fábricas, desde que possa comprar roupa feita de tecidos sintéticos e toda a gama de produtos cuja matéria-prima é o crude).

Do resto, nem vale a pena falar.

 

O que é que Marcelo Rebelo de Sousa vai ganhar com as eleições? E o país?

Quase de certeza (e quem pode ter certezas? Daí a grande incógnita), um parlamento ainda mais desfeito e fragmentado, sem grandes condições para fazer um novo OE capaz de ser aprovado. E depois? Sim, e depois?

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