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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Consumo ou austeridade?

07.05.20, Luís Alves de Fraga
  Ontem vi parte de um painel liderado pelo José Gomes Ferreira, na SIC, onde peroraram uns senhores mais do que comprometidos com as grandes empresas e com a alta finança nacional; só um terceiro, professor do ISEG, me pareceu descomprometido e isento.   A questão em debate era reflectir sobre como se recuperará a economia portuguesa. Dois dos intervenientes apostavam forte nas medidas de austeridade, ou seja, levar novamente os funcionários do Estado e pensionistas a pagarem a (...)

Da guerra à paz

06.05.20, Luís Alves de Fraga
  Há coisa de dois meses o novo vírus havia declarado guerra à humanidade e foram tomadas medidas apropriadas ao estado de guerra nos diferentes países. Ora bem, eu passei mais de duas dezenas de anos a estudar a Grande Guerra e o papel de Portugal nesse conflito, para além das consequência do mesmo nosso país; estudei durante vários anos a 2.ª Guerra Mundial e como Portugal sofreu os efeitos de uma guerra onde não foi combatente; o mais evidente nestes estudos foi o tempo de (...)

Poesia com métrica

05.05.20, Luís Alves de Fraga
  Quanta poesia anda escondida por entre páginas de jornais velhos, revistas e outros periódicos esquecidos? Quanta ficou em gavetas carcomidas pelo bicho da madeira? Quantos poetas não viram ou não quiseram publicada a sua poesia?   Houve tempo em que poetar implicava usar uma rigorosa métrica silábica a par de uma rima elegante. Foi, segundo estas balizas, que Camões escreveu toda a lírica e, também, Os Lusíadas. Foi assim que Garrett, António Feliciano de Castilho, (...)

Fases da minha vida ‒ 8

(Uma grande paixão)

04.05.20, Luís Alves de Fraga
  Quase a fazer dezoito anos, nas férias do Natal de 1958, encontrei, por mero acaso, na praça Marquês de Pombal, em Lisboa, aquela jovem loira que tinha sido minha colega nas explicações quando me preparava para o exame de admissão ao liceu e aos Pupilos do Exército. Em abono da verdade, por morar muito próximo da casa dos meus pais, nunca a havia perdido de vista e já havia, uma ou duas vezes, tentado formalizar um namoro ‒ porque, naquele tempo, tinha de ser tudo dito com (...)

Maio, entre 1 e 13

03.05.20, Luís Alves de Fraga
  Não me quis pronunciar sobre as comemorações do 1.º de Maio, porque o fiz sobre o 25 de Abril, concordando com o formato adoptado.   Para mim, o 1.º de Maio teria sido comemorado com um encontro dos dois responsáveis pelas organizações sindicais (CGTP e UGT) numa das duas sedes ou noutro local isolado e, cada um, discursaria sobre o que quisesse discursar. E estava feito o Dia do Trabalhador.. Mas a CGTP quis fazer, em miniatura, o que faria em grande se não estivéssemos (...)

Fases da minha vida ‒ 7

(A Conferência)

27.04.20, Luís Alves de Fraga
  Não foi a leitura do pequeno volume sobre a vida de S. João de Deus que se tornou determinante para a minha formação católica, quando tinha treze/catorze anos e estava nos Pupilos do Exército; ele foi a espoleta que me despertou para a exploração de uma outra forma de ser católico, a qual ia, necessariamente, muito para além da lengalenga dos pai-nossos, das ave-marias e de outras orações usuais ou mesmo da assistência à celebração da missa aos domingos. Essa outra forma (...)

A Grande Guerra revisitada

23.04.20, Luís Alves de Fraga
    Como regra, há muitos anos, leio vários livros ao mesmo tempo, ou seja, é normal ter dois ou três livros em sítios diferentes da casa para onde me desloco com a finalidade de os ler. Quando digo livros, não falo de romances ‒ que só leio muito de quando em vez ‒, mas de ensaios. De momento, tenho um cuja leitura entrou em ponto morto e vai-se arrastando penosamente; leio-o com dificuldade, porque se tornou monótono.   Estou entusiasmado com um grosso volume ‒ (...)

Fases da minha vida – 6

(Uma estranha figura)

21.04.20, Luís Alves de Fraga
  Por muito que tenha sido desafiante e encantadora a minha entrada nos Pupilos do Exército, por muito que os condiscípulos do meu tempo e de todos os tempos teçam maravilhas sobre a nossa vivência, a verdade é bem diferente, se quisermos ser completamente honestos. Realmente, o internato, a nova ordem de vida, o confinamento às paredes do Instituto, a rudeza de tratamento dos alunos mais velhos para connosco, os putos, abria, no mínimo, um desconforto dentro de nós que, em (...)

Chamam-lhe guerra?

18.04.20, Luís Alves de Fraga
  Então comportem-se como se fosse uma guerra!   Se fosse um conflito bélico, a dívida iria subir sem parar e sem olhar a impostos futuros e, de certeza, nem seria com impostos que se resolveria a dívida contraída!   Eis a razão para a minha discordância das afirmações feitas por António Costa e que transcrevo do Público (...)

Fases da minha vida ‒ 5

(Os alunos graduados nos Pupilos do Exército)

17.04.20, Luís Alves de Fraga
  Não se pense que as fases da minha vida se confinam às lembranças do internato no Instituto onde cresci para a vida! Não. Tenciono ir por aí adiante, recordando o que achar mais interessante e conveniente para dar testemunho do meu tempo. Assim, tudo tem uma fase. Fico-me, por agora, nos meus treze/quinze anos.   Que regulamentos informais existiam nos primeiros anos de aluno dos Pupilos do Exército? Quem os ditava? Quem os vigiava? Umas poucas palavras respondem às (...)