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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Razões da aflição nacional

18.05.20, Luís Alves de Fraga
  Naturalmente todos percebemos a necessidade e a urgência da retoma da actividade económica nacional. Temos familiares, amigos, conhecidos que ficaram sem emprego ou com salários muito reduzidos. Conhecemos alguém que teve de fechar a sua empresa.   Isto tem várias explicações, mas aquela de que não se fala é, na minha opinião, a mais importante de todas: o tipo de empresas existentes. De facto, o tecido empresarial nacional é maioritariamente constituído por (...)

Fases da minha vida ‒ 11

(Academia Militar, uma surpresa)

17.05.20, Luís Alves de Fraga
  Dei entrada na Academia Militar ‒ aquartelamento da Amadora, antigas instalações do Grupo de Esquadrilhas de Aviação República (GEAR) ‒ no dia 19 de Outubro de 1961. Não ingressámos todos no mesmo dia; fomos entrando até perfazermos um total de duzentos e cinquenta e sete cadetes, se a memória não me falha. Trajávamos, naturalmente, à paisana, acompanhados de uma mala para transportar os nossos pertences, e foi vestidos à civil que nos dirigimos para um moderno ‒ na (...)

Fases da minha vida – 10

(Na despedida)

14.05.20, Luís Alves de Fraga
  Acabado o concurso à Academia Militar, feita a cadeira de Geometria Descritiva, restaram-me uns dias, talvez uma semana para gozar, efectivamente, férias… em Lisboa, na casa dos meus pais. Havia sido um Verão intenso, pois o concurso à Escola Naval ‒ minha primeira escolha no fim do segundo ano de contabilistas ‒ começava como, creio, ainda começa, logo no final de Julho ou primeiros dias de Agosto e voara o tempo em voltas burocráticas e em preparar-me ‒ com auxílio (...)

Fases da minha vida ‒ 9

(Preparação para nova mudança)

11.05.20, Luís Alves de Fraga
  Depois da morte de uma paixão, depois de um chumbo, depois de uma excomunhão o meu regresso ao Instituto dos Pupilos do Exército já só tinha um significado: concluir o ano lectivo e tentar ingressar ou na Escola Naval ou na Academia Militar. Procurei alcançar o maior rendimento possível nos estudos, mas, como já disse, aquele ano lectivo era muito difícil. Esgadanhei nos livros o mais que pude, contudo, as notas não foram famosas. A minha natural propensão não ia no (...)

Dia Mundial da Língua Portuguesa

08.05.20, Luís Alves de Fraga
Porque julgo muito interessante, deixo aqui um vídeo que nos afaga o ego linguístico mesmo quando temos de viver com o chamado Novo Acordo Ortográfico (NAO) o qual nos desvincula das origens etimológicas das nossas palavras.    

Centeno e a entrevista

08.05.20, Luís Alves de Fraga
  Ontem, na RTP 3, Mário Centeno esteve à conversa com o especialista em assuntos económicos daquela estação. Uma entrevista sem agressões nem ataques inquisitoriais. Uma entrevista conduzida com o declarado desejo de deixar o ministro das Finanças expor os seus pontos de vista de modo a esclarecer os Portugueses.   Na sequência, ficaram claros alguns aspectos interessantes: o saldo orçamental previsível para o final deste ano vai ser deficitário na ordem dos 6% do PIB; tal (...)

Consumo ou austeridade?

07.05.20, Luís Alves de Fraga
  Ontem vi parte de um painel liderado pelo José Gomes Ferreira, na SIC, onde peroraram uns senhores mais do que comprometidos com as grandes empresas e com a alta finança nacional; só um terceiro, professor do ISEG, me pareceu descomprometido e isento.   A questão em debate era reflectir sobre como se recuperará a economia portuguesa. Dois dos intervenientes apostavam forte nas medidas de austeridade, ou seja, levar novamente os funcionários do Estado e pensionistas a pagarem a (...)

Da guerra à paz

06.05.20, Luís Alves de Fraga
  Há coisa de dois meses o novo vírus havia declarado guerra à humanidade e foram tomadas medidas apropriadas ao estado de guerra nos diferentes países. Ora bem, eu passei mais de duas dezenas de anos a estudar a Grande Guerra e o papel de Portugal nesse conflito, para além das consequência do mesmo nosso país; estudei durante vários anos a 2.ª Guerra Mundial e como Portugal sofreu os efeitos de uma guerra onde não foi combatente; o mais evidente nestes estudos foi o tempo de (...)

Poesia com métrica

05.05.20, Luís Alves de Fraga
  Quanta poesia anda escondida por entre páginas de jornais velhos, revistas e outros periódicos esquecidos? Quanta ficou em gavetas carcomidas pelo bicho da madeira? Quantos poetas não viram ou não quiseram publicada a sua poesia?   Houve tempo em que poetar implicava usar uma rigorosa métrica silábica a par de uma rima elegante. Foi, segundo estas balizas, que Camões escreveu toda a lírica e, também, Os Lusíadas. Foi assim que Garrett, António Feliciano de Castilho, (...)

Fases da minha vida ‒ 8

(Uma grande paixão)

04.05.20, Luís Alves de Fraga
  Quase a fazer dezoito anos, nas férias do Natal de 1958, encontrei, por mero acaso, na praça Marquês de Pombal, em Lisboa, aquela jovem loira que tinha sido minha colega nas explicações quando me preparava para o exame de admissão ao liceu e aos Pupilos do Exército. Em abono da verdade, por morar muito próximo da casa dos meus pais, nunca a havia perdido de vista e já havia, uma ou duas vezes, tentado formalizar um namoro ‒ porque, naquele tempo, tinha de ser tudo dito com (...)