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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Conquistas de todos os trabalhadores

 

 

É sabido que, desde o horário de trabalho até aos aumentos salariais, passando pelo descanso semanal e as férias anuais ou o direito à assistência médica e medicamentosa, todas as “benesses” que o Estado, enquanto empregador, e as empresas, enquanto entidades patronais, “concedem” a todos os trabalhadores são uma conquista destes e não um favor daqueles. Foi a luta de muitos anos, mais de um século, dos trabalhadores de todos os recantos do mundo, que conquistou os direitos que hoje estão consagrados como tradição. Ora, em Portugal, em cerca de um ano e poucos meses, o Estado, através da acção do Governo e por força de imposições dos representantes dos interesses do capital internacional, fez recuar essas conquistas a uma velocidade impensável; recuar para níveis que se assemelham aos do Estado Novo. Só este facto comprova quanto reaccionário é o Governo que nos governa e quanto ele está refém dos interesses da alta finança que se não compadece com as desgraças sociais.

Os trabalhadores – a grande maioria dos cidadãos nacionais – têm de ser capazes de levar as suas lutas com consciência e sem extremismos de modo a que as reconquistas sejam definitivas e entendíveis por todos os compatriotas. Movimentamo-nos num campo minado onde qualquer desvio pode corresponder a uma atitude que favoreça os adversários de quem trabalha.

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