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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

14.10.12

Prémio Nobel da Paz


Luís Alves de Fraga

 

Causou estranheza entre muitos dos meus Amigos a atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia, e dou-lhes razão!

Quais foram os critérios para tal escolha? A capacidade de gestão de conflitos que estão delineados no horizonte das relações entre Estados? A pauperização de Estados como a Grécia e Portugal, evitando que internamente se agrave a instabilidade social e a desordem pública? Por mais voltas que dê, não atino com a lógica da escolha.

A União Europeia é um “barril de pólvora” pronto a explodir ou por causa da implosão do euro ou por causa da impossibilidade de se aprofundar a federalização dos Estados. A União Europeia lembra um equilibrista em perfeito desequilíbrio, um homem no arame quase pronto para o trambolhão. O prémio é um incentivo para os políticos desta Europa se reequilibrarem? Ou o prémio está relacionado com a intervenção de Estados da União nas “Primaveras” do Norte de África? Será o reconhecimento do papel militar na “democratização” desses Estados submetidos a ditadores há já muitas décadas? E será que houve democratização?

O valor dos galardões, sejam eles quais forem, estabelece-se pela relatividade da sua distribuição; se a fasquia se mantém sempre alta e os motivos são reconhecidos universalmente, o prémio valoriza-se; mas, pelo contrário, quando a mediocridade se apodera dele, o prémio perde importância, mesmo que pecuniariamente seja elevado. Terá sido o caso presente? Que manobras políticas terão estado nos bastidores da Academia para que tudo tenha acontecido como aconteceu?

Há, nesta decisão, um sabor a mistério que me intriga e me faz duvidar dos julgamentos que deveriam ser imparciais e tendencialmente justos. Os Portugueses, se tiverem os mesmos índices de incredulidade que me assaltam, detêm motivos para temer o pior numa Europa de conluios.

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