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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

18.07.12

Solução: salários mais baixos


Luís Alves de Fraga

 

A troika oferece uma solução aos Portugueses para saírem da situação –
resta saber de que situação – desastrosa em que se encontram: baixar ainda mais
os salários de modo a ficarem em consonância com o nível de produtividade nacional.
Enfim, temos de empobrecer mais. O que é que isto quer dizer?

Isto quer dizer que estamos a mudar de paradigma sócio-económico! Ou
seja, Temos de produzir barato para adquirirmos capacidade concorrencial num
mercado cada vez menos protegido. A consequência imediata, no plano social, é
que o Estado, não tendo receitas suficientes para sustentar despesas
suplementares, cada vez mais perderá a sua feição proteccionista, abandonando
os cidadãos, em todos os aspectos, à lei da oferta e da procura ou seja, à lei
do mercado.

A busca de investimentos estrangeiros em Portugal visa o combate ao
desemprego, mas contra pagamentos de miséria e tendo a certeza de que os lucros
não ficarão no país, porque se canalizarão para os Estados onde as empresas
investidoras tiverem as suas sedes fiscais. Esta é a estratégia sócio-económica
da troika que se está nas tintas para os Portugueses e, até, para o Governo de
Portugal; interessa-lhe é a manutenção da estabilidade da alta finança.

 

Portugal e os Portugueses, na década de 90 do século passado, perderam a
oportunidade de gerar os seus próprios capitalistas e empreendedores de modo a
criar as indústrias e empresas capazes de, contribuindo com parte dos seus
lucros para a manutenção do Estado, contribuírem para o pleno emprego. O que
aconteceu foi o enriquecimento individual não produtivo nem contributivo, a par
da falta de uma estratégia estatal empreendedora, ao mesmo tempo que o Estado,
para garantir padrões de bem-estar social, se endividava e permitia o
endividamento que, em simultâneo, fazia crescer os empregados dependentes do
orçamento nacional.

Tão cedo não teremos uma conjuntura que nos seja favorável e que acabe
com a corrida em direcção à miséria.

 

Não me julguem catastrofista. Estou a tentar dar a minha visão de um
quadro que não andará muito longe do esboço que aqui deixei delineado.

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