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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

OBJECTIVOS NACIONAIS

 

Os objectivos nacionais são aqueles que concorrem para a execução de uma Estratégia Nacional e esta tem em vista garantir a segurança, a independência, a soberania e o bem-estar nacional.

Nenhum dos meus Amigos duvida da total ausência de simpatia que eu nutria por José Sócrates. Desde os primeiros meses do primeiro governo do homem detestei o seu ar arrogante e, acima de tudo, a sua “pinta” de aldrabão. Mas uma coisa tenho de aceitar: lutou até ao último momento por evitar que a já fraca soberania nacional sofresse um novo assalto em consequência da cedência à ajuda externa. Os Pactos de Estabilidade e Crescimento (PAC) foram testemunho da política que fez determinadamente contra um afogamento da economia nacional. Teríamos de apertar o cinto, teríamos de fazer cortes em vários sectores da economia, mas continuaríamos a poder tentar praticar uma política nacional de defesa dos interesses portugueses.

Foi aldrabão, favoreceu amigos, defendeu posições dúbias, mas não quis ceder à tentação fácil de entregar o governo de Portugal nas mãos dos prestamistas que, a troco do empréstimo, impõem condições desumanas aos Portugueses. Estávamos a viver de empréstimos – todos os Estados vivem de empréstimos – mas a aposta na economia estava a fazer-se. Havia um objectivo nacional e uma Estratégia Nacional.

 

Os partidos – todos os partidos da oposição – por razões obscuras foram incapazes de perceber a rampa inclinada que a ajuda externa iria representar para Portugal. Quais foram os interesses dos partidos da esquerda? E os da direita? De certeza que a conjugação de todos não resultou de uma conjugação de interesses que fosse para além da simples vontade de derrubar o Governo. As alternativas eram nulas e percebeu-se muito bem que a banca nacional estava por trás do PSD e do CDS e que os interesses do patronato se escondiam nas medidas que, de certeza, iriam ser avançadas – como estão a ser – contra os trabalhadores. Mas o que levou o PCP e o BE a não preverem o futuro que é hoje presente? Não acredito que a simples discordância da política do PS e de Sócrates tenham sido motivos para consolidarem o derrube governamental. Acreditarem numa subida eleitoral que fosse capaz de gerar uma maioria de esquerda? É impensável esse raciocínio… é não conhecer as opções de escolha do eleitorado nacional, e eles conhecem-nas!

 

Na obscuridade vão continuar os objectivos dessa oposição a Sócrates e ao PS, porque o PEC 4 ou foi uma imposição de Bruxelas ou a derradeira alternativa nacional estrategicamente correcta para salvar Portugal do buraco onde está metido agora.

Em política não acredito em emotividades. Em política o que comanda são os interesses. E o interesse de Sócrates passava por manter afastada de Portugal uma “inspecção” estrangeira que também não favorecia a sua imagem e a dos seus amigos políticos. Todavia, este interesse coincidia com o objectivo nacional e com a Estratégia Nacional.

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