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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

08.12.08

Suplemento da condição militar


Luís Alves de Fraga

 

 
Foi anunciado o aumento do suplemento da condição militar pelo ministro da Defesa, Severiano Teixeira. O anúncio vinha acompanhado de exemplos de valores que passariam a ser abonados a alguns tipos de graduados militares.
 
Segundo parece e de acordo com informação da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) os valores anunciados pelo referido ministro estarão errados. Ele terá indicado valores bem mais altos do que aqueles que se obtiveram fazendo as contas com base nos vencimentos propostos. Quer dizer, e salvo qualquer erro da AOFA, mais uma vez Severiano Teixeira vem à ribalta anunciar o que não é verdade.
 
Esta atitude é altamente maliciosa, pois que dando o ministro valores maiores para o suplemento da condição militar inculca imediatamente uma ideia na mente dos Portugueses que com muita dificuldade poderá ser modificada. Este é o truque mais elementar de qualquer aprendiz de manipulador de opinião pública: lança-se uma mentira para os meios de comunicação social e, depois, face à afirmação da verdade e das rectificações dos lesados, persiste a dúvida nas multidões sobre quem está correcto. Isto tem um nome: má fé.
 
Independentemente deste pormenor que não pode ser considerado despiciendo há um outro que, por causa das voltas que em política os políticos dão, deveria ser devidamente assegurado. Vamos pois, tão sinteticamente quanto possível, explicá-lo.
 
O pagamento dos militares faz-se segundo duas componentes salariais: o valor correspondente ao vencimento do posto e o suplemento da condição militar que lhe é percentual. Quer dizer, um aumento nesta última parcela não dá garantias iguais às de um aumento na primeira, porquanto, qualquer Governo, com quaisquer fundamentos pouco legítimos, mas legalizados pelo exercício do poder, elimina o suplemento da condição militar e tudo se fica pelo valor do vencimento do posto.
É uma hipótese absurda? Quem diria, há seis anos, que o sistema de assistência na doença poderia ser alterado de modo a ficar como ficou? Quando o interlocutor não é pessoa de bem, todos os cuidados são poucos! E, como se tem visto, o Estado Português não se tem comportado, através dos seus agentes governativos, como pessoa de bem!
Os aumentos salariais dos militares devem reflectir-se na parcela correspondente ao vencimento e o suplemento de condição militar poderá ser um valor fixo e igual para todos quantos servem nas fileiras. Assim, a designação estará certa, pois tratar-se-á de um pagamento inerente à condição castrense; nada, no exercício da função militar, diferencia o soldado do general, porque a condição é a mesma. O que estabelece a diferença é o vencimento que cada um aufere pelo tipo de conhecimentos e responsabilidades que lhe são inerentes no exercício de funções distintas.
É no soldo (tipo de pagamento devido aos oficiais) que um coronel tem de voltar a ser equiparado a um juiz ou a um professor catedrático; não é através do suplemento de condição militar!
 
Esta é uma opinião pessoal que expresso dentro da liberdade que me confere a Constituição da República. Não estou a defender nenhuma corrente de pensamento ou qualquer instituição organizada. Falo, como sempre o fiz, por mim!

 

3 comentários

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    António José Trancoso

    10.12.08

    Com que então, "os militares são civis fardados"?!
    Cada cavadela,cada minhoca!
    Será que o assassino, de quem recolheu o nickname, quando se encafua numa espaventosa farda, deixa de ser quem é, e passa a militar?
    Se ainda dissesse que os militares são ex-civis, estaria muito perto do entendimento do que é a Condição Militar. Doutro modo, antes de abrir a boca, melhor seria pensar duas vezes.
    A não ser que a empedernida costela da provocação seja tão rígida quanto a ausência de sensatez e clarividência.
    É bem certo que "a ignorância é atrevida"...
  • Sem imagem de perfil

    Adriano Rocha

    29.01.09

    Boa tarde (hora em que escrevo este comentário)

    Sobre mim para ser bastante breve sou militar contratado e em breve irei passar a situação de disponibilidade. com o posto de cabo adjunto e conto com 10 anos de serviço militar (6 meses de SEN + 18 meses de RV + 96 meses de RC )

    venho apenas comentar esta frase "militares são civis fardados"

    para mim os militares são civis fardados que decidiram dedicar parte da sua vida á instituição militar e á nação portuguesa. mas antes de serem militares são cidadãos como qualquer outro que detem a nacionalidade portuguesa e como tal devem dar uso ao seu direito de reclamação, direito esse que encontramos na constituição portuguesa e segundo o juramento de bandeira que todos fizemos consiste em e passo a citar.

    Juro
    Como português e como militar
    Guardar e fazer guardar
    A constituição e as leis da republica
    Servir as forças armadas
    E cumprir os deveres militares
    .
    Juro
    Defender a minha pátria
    Estar sempre pronto a lutar
    Pela sua liberdade e independência
    Mesmo com o sacrifício da própria vida

    realço principalmente o primeiro paragrafo "guardar e fazer guardar a constituição e as leis da republica", como é obvio não procuro de modo algum "incendiar" alguma resposta mas pareceu-me importante realçar este ponto.

    por fim, apenas escrevo sou militar mas tambem sou cidadão

    Adriano Rocha
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