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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

21.09.08

Já lá vai Pedro o soldado...


Luís Alves de Fraga

 

 
Por razões meramente pessoais ligadas à minha actividade académica, não tenho tido tempo para escrever no «Fio de Prumo». Contudo, tendo em atenção um pedido deixado por um camarada no blog «Liberdade e Cidadania» (clicar para ver) e lembrando as velhas canções revolucionárias do tempo do fascismo, quebro aqui o meu silêncio para dar voz a uma petição que anda a circular na Internet sobre a necessidade de se trazer para Portugal os restos mortais de todos os militares mortos em África, durante a guerra.
 
Como sempre, entre nós, perante um movimento desinteressado de cidadãos, movimentam-se sempre os pequenos interesses mais ou menos corporativos ou representantes de grupos institucionais. É um mal nacional que se manifesta desde há muito. Realmente, já sabia da petição a que o blog «Liberdade e Cidadania» deu, agora, publicidade e soube, também, da imediata reacção da Liga dos Combatentes: é ela quem está a conduzir o processo de exumação das ossadas de todos os que deram a vida na guerra colonial e por terras africanas ficaram sepultados e é ela quem pretende continuar ao «leme» desta questão.
 
Pessoalmente nada tenho contra o facto da Liga dos Combatentes ter chamado a si tão meritório trabalho, mas sei quanto espinhoso é o caminho a percorrer e quantas dificuldades se vão levantar colocadas pelas autoridades que teriam todo o interesse em ser as primeiras a desejar ver resolvido este problema de contornos nacionais. A Liga deveria aproveitar todas as idiossincrasias para reunir fundos e arregimentar vontades que lhe proporcionem vencer, em tempo reduzido, uma aspiração que é de todos os ex-combatentes.
 
Faça a Liga um peditório nacional — como há muitos anos se levavam a cabo por altura do 9 de Abril — para concitar vontades e dar visibilidade à sua acção que, por enquanto, tem estado fechada no segredo dos gabinetes. Venham para a rua a Liga e todos os antigos combatentes que se queiram aliar a esta causa e, talvez assim, o Governo, através do Ministério da Defesa, se sinta obrigado a tornar célere o que tem sofrido de delongas incompreensíveis.
Os antigos combatentes esperam por todos os que partiram e não voltaram ainda.

 

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