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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Ensino Militar - Formação de oficiais

Academia Militar.jpg

 


 


Estamos no tempo em que o económico comanda todos os aspectos da vida. Para economizar há sempre quem tenha opinião, porque sobre o assunto, entre nós, é usual falar quem sabe e quem não sabe do que fala.


Fazer economias é fácil! Basta receber e não gastar ou, em alternativa, não gastar o património que se tem. Mas economizar deste modo será a forma mais correcta de o fazer? Estou doente, como quero economizar, não vou ao médico, nem compro medicamentos. Economizei sem olhar a consequências. Tal atitude só se pode classificar de uma maneira: é o fruto de uma determinação estúpida.


Anda por aí muito aprendiz de político que, não percebendo rigorosamente nada de educação militar nem, até, de processos de ensino, preconiza, para economizar, a junção das escolas que formam oficiais das Forças Armadas. Tal e qual como se «fazer» um oficial do Exército fosse o mesmo que dar graus de licenciado em Direito, Farmácia ou Medicina, para referir algumas de entre todas as licenciaturas possíveis.


Ser oficial do Exército não é o mesmo que ser oficial da Armada ou da Força Aérea. Há uma idiossincrasia específica para cada Ramo das Forças Armadas; há-as, até, dentro do mesmo Ramo! O meio e as exigências que se colocam ao emprego de cada força, definem as diferenças. Não ser capaz de perceber isto é como dizer que um notário pode fazer de advogado ou o juiz de notário só porque todos são licenciados em Ciências Jurídicas.


Economizar juntando os futuros oficiais na mesma escola, e só distinguindo o que é de todo distinto, é votar as Forças Armadas à quase inoperância.


Claro que, entre nós, há até oficiais militares, que defendem um modelo de formação única, numa única escola. Mas existem dois motivos para que assim seja: ou desconhecem, desvalorizando, os outros Ramos; ou receiam a perda de importância hegemónica — por maior peso específico, em função da chamada «massa crítica» — de um dos Ramos sobre os outros dois. Não vou entrar em pormenores. Importante é perceber a diferença entre formação inicial do oficial e formação posterior. Nesta já se podem fazer cursos conjuntos entre componentes dos Ramos, desde que não prevaleça a referida intenção hegemónica!


A grande lição a tirar é a de que se tem de formar primeiro o oficial, depois o técnico, não se devendo nem podendo confundir economia de meios com qualidade formativa, nem se esquecendo que as tradições existem como elemento aglutinador do presente como factor de sobrevivência no futuro. Acima de tudo, é importantíssimo saber que os erros praticados no ensino não são cobrados no imediato, mas no mediato, com juros muito altos.


 

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