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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

05.02.08

Mais uns para outro conflito


Luís Alves de Fraga

 
O matutino Correio da Manhã dá hoje a notícia de, no mês de Março, seguirem para o Chade 30 militares da Força Aérea e mais uma aeronave Hércules C-130 para integrar a missão da União Europeia que por lá tenta controlar a situação e evacuar os estrangeiros.
Não tenho nada contra esta medida de política e diplomacia nacional. Acho mesmo que se queremos estar na Europa, devemos tomar parte nas operações militares de paz, ou não, determinadas pelos órgãos de decisão colectiva.
 
O que está mal não é a prática deste tipo de política. O que está errado é pretender estar ao nível dos outros Estados europeus e pagar aos militares muito abaixo daquilo que na Europa se paga.
Dirão os mais informados: — Pois é, mas vão para o estrangeiro ganhar mais uns euros do que se por cá ficassem!
Melhor seria que assim não fosse! Mas acresce que também os Franceses, os Belgas ou os Alemães quando participam nessas missões ganham mais. O mal está no pagamento base que os militares auferem. Se formos a fazer contas, pelo preço que segue um especialista militar para uma missão desta natureza anda por cá muito malandro a roçar o traseiro em cadeiras de salas de reunião sem uma décima parte dos riscos corridos por aqueles que se oferecem para tais operações. E isso não é denunciado! Porquê? Uns são filhos de senhoras e os outros de mulheres? Uns são inteligentes e os outros idiotas? Uns são úteis e os outros inúteis?
Quando será que os governantes nacionais perdem o centenário complexo de desprezar as forças militares? Quando deixarão de considerar desnecessário o financiamento da defesa?