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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

É confrangedor!

 
Por razões várias, confesso que, de momento, ando demasiado ocupado com trabalhos vários os quais não me permitem grande disponibilidade de tempo para escrever todas as crónicas que gostaria de deixar aqui, no «Fio de Prumo». Contudo, existem situações perante as quais o silêncio tem de ser quebrado. É o caso do vídeo que mão amiga me fez chegar através de uma mensagem e que pode ser visto de seguida.
 
 
Sei que 33 anos são muitos anos para quem tem vinte ou trinta de idade — embora poucos para quem já dobrou os 65 — no entanto, há a chamada memória histórica que adquirimos pela instrução, pelo estudo, ou pelo convívio; até pelos programas de televisão.
 
É confrangedora a ignorância que esta amostra nos dá — e que corresponde à realidade social portuguesa. Ela reflecte os programas do ensino em Portugal; do ensino mais elementar e do secundário.
 
Por uma razão que não sei explicar, depois do 25 de Abril de 1974, gerou-se como que um complexo quanto ao estudo da História Portuguesa, uma descaracterização da personalidade colectiva nacional. Estamos a deixar-nos diluir na cultura e na identidade de outros agrupamentos colectivos que nos circundam, que nos abafam, que nos submergem. Ora, uma tal atitude, além de ser uma espécie de suicídio cultural colectivo, é uma traição aos valores que nos justificam como Povo, como Democracia, como Nação e, até, como Estado, ainda, independente e soberano, dentro das soberanias relativas da União Europeia.
 
É evidente que não sou apologista dos valores nacionalistas, nem da História Nacional que enformou várias gerações de homens e mulheres durante o Estado Novo, mas, para ser independente e verdadeiro, tenho de deixar claramente dito que, no ensino primário, durante a Ditadura, mesmo criticando-se com acinte a 1.ª República, aprendia-se o motivo da existência do feriado em 5 de Outubro e, correndo o risco de verem proibidas, pela censura, algumas passagens, os jornais e as revistas da época, à sua maneira e tal como podiam, divulgavam ensinamentos sobre os escassos 15 anos e meio de democracia republicana em Portugal.
 
É, também, confrangedor o silêncio educativo que os órgãos de comunicação social estabeleceram à volta do regime derrubado há 33 anos. Também desta forma se gera a ignorância, o branqueamento, da História recente. Também desta forma se ajuda a descaracterizar um Povo que, já de si, tem tendência a menosprezar-se.
 
Quem vem salvar Portugal? Quem nos vem resgatar da ignorância e deste obscurantismo disfarçado pela tecnologia dos computadores e telemóveis? Quem nos vem ensinar o caminho das nossas raízes?

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