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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

02.10.07

O ministro não rejeita nada


Luís Alves de Fraga

 
O Correio da Manhã dá destaque, tal como as agências noticiosas o deram no dia de ontem, à rejeição, por parte do ministro da Defesa Nacional, de veículos blindados para transporte de pessoal, por estarem mal acabados.
 
Como é evidente, o ministro quer usufruir de um protagonismo que nem lhe pertence. A rejeição dos veículos blindados resulta da vontade da comissão técnica do Exército encarregada de fazer a recepção do material, conferindo se satisfazem aos requisitos contratuais. E não satisfazem, por isso, quem rejeita é o Exército, que, naturalmente, o tem de fazer por intermédio da Defesa Nacional.
 
Mas uma rejeição de material pode dar dividendos políticos e, o ministro Severiano Teixeira — que, às escondidas, gosta de pescar em águas alheias — chama a si a grande importância de recusar o material! Pobre figura que se contenta com tão pouco!
 
Já há tempos assinalámos aqui uma certa tendência de Severiano Teixeira para o ridículo ao fazer declarações bombásticas que ficariam correctas na boca de um secretário de Estado norte-americano, mas que soam a falso na de um ministro de quarta categoria de um país de enésima importância. Severiano Teixeira, na falta de melhor, como dizem os Brasileiros, quer bancar o importante, protagonizando um papel de opereta.
 
Senhor ministro, as Forças Armadas são — como tinha obrigação de saber — uma instituição séria e respeitável que se não devem prestar a oferecer contextos favoráveis a protagonismos falsos e bacocos. Mova as suas influências para que as agências noticiosas não deitem cá para fora inverdades.
 
Quem rejeitou os veículos blindados, repito, foi o Exército e, dentro dele, uma comissão de técnicos que sabe do assunto; de um assunto do qual o ministro nada sabe e faz figura, para quem conhece como as coisas se processam, de pau mandado, nada mais!
Tenha vergonha!

 

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