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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Forças Armadas, o seu valor

Vem hoje, no Diário de Notícias, uma pequena local sobre o valor militar das Forças Armadas do Líbano. As razões da sua fragilidade assentam em motivos de ordem interna e externa, mas, acima de tudo, realça-se a falta de operacionalidade do aparelho militar do país.

Pessoalmente não me interessa discutir esse problema, mas, tão somente, chamar a atenção dos meus leitores para a importância de um Estado possuir umas Forças Armadas que constituam uma componente dissuasora do poder nacional. Um Estado que não cuida da sua defesa militar fica prisioneiro de todas as decisões alheias, sejam internas ou externas. É isso que está a ocorrer no Líbano.

Na península Ibérica não se desenham quadros de conflito semelhantes aos do Médio Oriente, mas o poder soberano de Portugal não pode sair diminuído por esse facto. E se por cá estamos integrados na OTAN e na União Europeia — o que nos oferece uma garantia de auxílio externo — também é certo que, na Europa, somos o segundo Estado que mais próximas tem as fronteiras com o mundo islâmico africano. Na verdade, esquecemo-nos que Marrocos está «já ali em baixo» e que qualquer alteração de cenários estáveis nessa zona do Mediterrâneo pode ter forte influência na Península. Se isso vier a acontecer, onde estão os navios da nossa Armada e as aeronaves da nossa Força Aérea para nos garantirem a segurança?

Fracos políticos os que, em tempo de paz, desprezam a defesa do seu território e das suas gentes quando têm condições para o fazerem e não fazem!

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