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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

A Escola de Sargentos do Exército

 

Em boa hora os comentários do meu camarada Fernando Vouga e o do meu amigo Camoesas foram feitos à crónica que intitulei «A vocação militar dos sargentos», porque me permitem esclarecer aspectos não suficientemente explícitos naquele escrito.
É certo que existe, no Exército, a Escola de Sargentos, a funcionar nas Caldas da Rainha. Ela poderia ser quase uma Academia de Sargentos, mas não é, visto enfermar de um defeito comum aos três ramos das Forças Armadas: só admitir na sua frequência alunos que já sejam militares, mesmo que oriundos da Armada ou da Força Aérea.
Esta condição faz toda a diferença entre o recrutamento de sargentos e de oficiais do quadro permanente. É uma nuane que quase passa despercebida, mas que, na minha opinião, é fundamental. De resto, o mesmo acontece na frequência do ensino politécnico militar — que permite o ingresso nos quadros técnicos de oficiais a sargentos do quadro permanente e outros militares contratados. São formas de adulterar ou de possibilitar a adulteração da vocação castrense, vendo-a, ainda segundo a perspectiva elitista que marcou o século XIX. Esse o motivo do meu desacordo frontal e absoluto! Vejamos, porquê.
Se a abertura à carreira de sargento se faz só para quem já é militar o leque de opção fica restringido ao universo castrense e, dentro deste, a praças e sargentos em regime de contrato. Seria impensável um oficial neste último regime concorrer à frequência do curso de formação de sargentos! Julgo que nunca tal aconteceu, embora a legislação não o proíba explicitamente. Assim, de fora ficam todos os jovens que, sendo civis, poderiam desejar ingressar nas fileiras imediatamente como sub-oficiais , desde que para tal tivessem aptidões intelectuais, físicas e técnico-militares (estas últimas a fornecer e comprovar durante os cursos respectivos). A proceder-se deste modo dava-se lugar à existência de genuínas vocações de sargentos! De contrário, fica-me sempre a dúvida de quando é que a opção pela vida militar foi um mero recurso ou um efectivo chamamento interior!
Claro que o actual sistema de recrutamento interno oferece algumas garantias de êxito na formação dos sargentos, mas constitui uma forma enviesada de seleccionar os antigos lateiros, agora mais envernizados do que no passado. Numa palavra, é um sistema elitista, porque, por um lado, não dá as mesmas oportunidades aos jovens civis e, por outro, marca, de forma sub-reptícia, um distanciamento entre oficiais oriundos das Academias e outros graduados das Forças Armadas. É, no mínimo, um sistema onde ainda se faz sentir o princípio monárquico das diferenças de nascimento; é um sistema pouco republicano e quase nada democrático.
A abertura de Academias de Sub-oficiais à frequência, por concurso, em paridade com as Academias militares para Oficiais, a todos os jovens civis — sem exclusão da possibilidade de também concorrerem todos os que já fossem militares — era um sistema democrático e dignificante da carreira de sargentos, pois a escolha resultava de uma perfeita opção entre ser oficial ou ser sargento sem invalidar que, pertencendo a esta última classe, pudesse vir a ser oficial se satisfizesse às condições de admissão à respectiva Academia.
Para os leitores que pretenderem informar-se com mais algum pormenor sobre o tema aqui tratado, deixo as respectivas ligações à Internet. Assim, poderão aceder à informação sobre a Escola de Sargentos do Exército, clicando sobre o respectivo nome, tal como para o Curso de Formação de Sargentos da Armada e Curso de Formação de Sargentos da Força Aérea.
Edifício do Comando da Escola de Sargentos do Exército
 
O navio-escola «Sagres» a navegar a todo o pano
Brasão de armas do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea

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