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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

26.07.18

De Tancos ao ódio pelos militares


Luís Alves de Fraga

 

A oposição ao Governo resolveu trazer, de novo, à ribalta política a questão do "roubo" de armamento dos paióis de Tancos.

 

Primeiro que tudo, temos de perceber se houve roubo ou "armadilha" política para "queimar" o Governo. Depois, temos de saber se o Ministério Público tem, realmente, capacidade técnica para acusar uma situação envolvendo rotinas que desconhece em absoluto. Em seguida, a mesma pergunta se pode colocar em relação à Polícia Judiciária.

 

Não foi por acaso que houve sempre um foro castrense para julgar os crimes militares. Claro que compreendo - limitadamente - que a Democracia imponha um único foro judicial para todos os crimes, de modo a que a Lei seja igual para todos, mas, convém não esquecer, os militares são cidadãos diferentes, porque têm direitos constitucionais reduzidos em relação ao comum dos seus concidadãos. Então, o que é diferente não pode ou não deve ser julgado de maneira igual; o diferente impõe a diferença.

 

Mas, o mais estranho de tudo isto não é a possibilidade de haver uma inventona de roubo de armamento em Tancos; é o ódio que se sente contra os militares e a instituição castrense.

Muita gente acusa os militares de serem inúteis, de não fazerem nada, de gastarem dinheiro ao Estado e mais um imenso rol de "mimos". E tudo isto porquê?

 

Simplesmente, porque se perdeu o respeito pela instituição militar e se deixou de explicar a finalidade das Forças Armadas. E a culpa disso foi dos políticos. Raros são os partidos que reconhecem a importância da instituição castrense. Raras são as escolas onde se ensina aos meninos e meninas para que servem os militares. Poucos são aqueles que querem servir Portugal nas Forças Armadas.

E isto está muito mal! Um Povo que não reconhece valor e importâncias às suas Forças Armadas, é porque se tem em fraca conta e aceita que os restantes Estados desrespeitem a sua Nação, a sua História, o seu passado, o seu presente e não querem ver defendido o seu futuro.

 

Lamento que assim seja. E o roubo, se houve roubo, resultou não de descuido dos militares, mas da falta de meios para garantir a missão e a culpa disso não é do actual Governo, mas de todos os que foram reduzindo a capacidade financeira das Forças Armadas.