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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

15.07.18

O Estado como patrão


Luís Alves de Fraga

 

Já algumas vezes disse aqui que o Estado português é o maior patrão no nosso país. É-o, por duas razões: primeiro, pela carga de serviços que presta aos cidadãos, os quais vão desde a saúde ao ensino e da segurança à cobrança de impostos; segundo, porque ainda, entre nós, por falta de oferta de emprego com alguma qualificação, a grande procura se faz na área estatal. Continua, independentemente de tudo o mais, a ser o mais seguro dos empregos aquele que se obtém no Estado.

 

Mas isto não pode continuar! E não pode continuar, porque o sector privado da nossa economia não "rende", em impostos cobrados, o suficiente para pagar a tanto funcionário do Estado.

Na verdade, o Estado não tem rendimentos económicos onde vá buscar lucros para poder suportar tanto empregado em serviços. Isto quer dizer que se tem de fazer uma clara opção: ou o Estado comanda a economia nacional, através do domínio das empresas mais importantes e rentáveis, ou o Estado tem de ceder lugares em certas áreas de serviços, que passam a ser geridos e executados por empresas privadas.

Está aqui sintetizada a posição entre a opção de esquerda e de direita.

 

A esquerda, à esquerda do PS, defende um Estado-dominador da economia, porque detém a produção nas suas mãos ou, pelo menos, a maior parte da grande produção; o PS balança-se entre a posição mais à esquerda e uma posição mais moderada à direita; os partidos do centro direita e da direita optam por um Estado reduzido ao ínfimo, tal e qual como o tentou Passos Coelho há bem poucos anos.

 

Para que Portugal pudesse ser uma social-democracia, já que não tem um sector privado capaz de pagar muitos impostos para sustentar toda a máquina estatal, teria de ter um elevado domínio sobre a economia estratégica e rentável. Mas, a verdade, é que não tem. Então, parece, a solução social-democrata está condenada à partida.

Qual a solução que resta?

 

Reverter o que se fez, através de uma decisão "revolucionária" de nacionalização da banca e das empresas estratégicas ou, de facto, reduzir o sector estatal.

Eis a razão por que o voto consciente nas eleições legislativas é fundamental. Não nos podemos deixar arrastar por "cantos de sereias" nem por "clubismos partidários".