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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Os 28 comprimidos

Os 28 comprimidos

 

Tenho de tomar bastantes medicamentos todos os dias. Não é que lastime o facto, porque, enquanto os tomo, garanto que estou vivo e com alguma qualidade de vida. Pior seria se tendo de os tomar e não possísse condições económicas para os comprar… Pela certa, não estaria aqui a escrever isto!

 

Vem este discurso a propósito de haver medicamentos que tenho de tomar TODOS OS DIAS e cujas embalagens só trazem 28 comprimidos. Isto é um negócio! Um escandaloso negócio, que se poderia designar por roubalheira. Vejamos.

Em boa verdade, as caixas de comprimidos deveriam conter 30 unidades para darem cobertura a um ano de tomas ou, se se preferir, a 12 meses de tomas. Mas não! Olhemos então o “negócio”.

Façamos uma conta muito simples: dividir 365 dias por 28 comprimidos, dá qualquer coisa como 13 ou seja, o “cliente”, que neste caso é um doente, que carece do medicamento TODOS os dias, tem de comprar 13 caixas, em vez de 12 em cada ano!

 

Estão a ver, meus Caros Leitores, como se ganha dinheiro fácil?

Basta tirar 2 comprimidos em cada caixa de um medicamento indispensável e de uso permanente para obrigar o paciente a comprar mais uma caixa em cada ano! Parece pouco, não é?! Mas, então, multiplique-se o preço de uma caixa por milhares, talvez milhões de pacientes e veja-se como se ganha o “décimo terceiro mês” de compensação.

 

A indústria farmacêutica é extraordinária! Faz e manda fazer investigação caríssima, mas guarda para si a “parte de leão”!

Quando meditamos um pouco mais neste “negócio” dos 28 comprimidos por caixa, em medicamentos de CONSUMO PERMANENTE, começamos a perceber que a indústria farmacêutica não é tão honesta como parece ao mandar descobrir novos meios de tratamento! E esta desconfiança até nos pode levar a pensar que já se conhecem curas para certas doenças que, no entanto, são mantidas em segredo para não se “matar a galinha dos ovos de oiro”. Mas mais interessante é o facto de, para os mesmos medicamentos, quando passam à categoria de “genéricos” continuarem com a mesma política dos 28 comprimidos! Bestial! O nosso INFARMED dá cobertura a esta roubalheira e nem tuge nem muge!

Pensem nisto, meus Amigos.

Por hoje é tudo.

Dados pessoais

 

Esta nova legislação europeia sobre a reserva de dados pessoais faz-me rir até às lágrimas!

Então querem enganar-nos como?

Vão reservar os dados, não os fornecendo a terceiros!

 

Mas será preciso fornecer a terceiros os nossos dados para que esses tais terceiros saibam tudo acerca de nós?

Neste mundo de informação e de cruzamento de dados quem quer sabe tudo de toda a gente. O telemóvel vai deixando o nosso rasto desde que nos levantamos até que nos deitamos, onde vamos e com quem falamos; o nosso cartão bancário deixa rasto por onde levantamos dinheiro e onde pagamos despesas; o nosso computador deixa rasto sobre o que lemos, a correspondência electrónica que recebemos e enviamos, com quem falamos no Skype, no Facebook e em tudo o resto. Nunca, como agora, ao longo da História, nós “demos” tanta informação sobre nós mesmos! Os arquivos de qualquer polícia política do passado são uma brincadeira de crianças ao pé do que podem ser os arquivos de qualquer centro de investigação da actualidade!

 

É uma fantasia o que se faz agora, na União Europeia! É, como diz o povo, atirar-nos areia para os olhos!

Mas a União Europeia é pródiga nestes jogos de sombras, onde surge o que parece, e não o que é, na realidade.

 

Podem-se arranjar mil e uma justificações para esta legislação, mas a verdade é que os nossos dados estão por aí. Até os nossos trabalhos que “guardamos” na “nuvem” – repare-se neste truque de lhe chamar nuvem – estão bem guardados num grande computador, com capacidade quase infinita e que coloca ao dispor de quem dominar o sistema toda a nossa informação INDIVIDUAL, naquilo que é mais íntimo de cada um.

 

Não brinquem comigo! Não brinquem connosco! Não nos infantilizem! Eu, pelo menos, já sou um homenzinho! Sei e assumo que a minha vida está devassada em qualquer momento, que um qualquer Alguém, a quiser devassar.

Eu li um livro...

 

Acabei de ler um livro extraordinário, mas, antes de tecer considerações sobre ele, gostaria de vos fazer duas perguntas:

⸺ Alguém se lembra de um homem chamado Varela Gomes?

⸺ São capazes de me dizer quem é António Louçã? Não, não é Francisco Louçã! É António Louçã.

 

Comecemos pelo último.

António Louçã é, de facto, irmão de Francisco Louçã, mas mais do que irmão do político do Bloco de Esquerda e Professor universitário, António Louçã é historiador. E foi como historiador que se cruzou com Varela Gomes. E escreveu a biografia deste coronel do 25 de Abril de 1974 que havia sido o capitão responsável por uma das últimas intentonas contra a ditadura antes do golpe final.

Varela Gomes foi o militar que, na noite de 31 de Dezembro de 1961, liderou a parte militar do “assalto” ao quartel de Infantaria de Beja e levou dois tiros de pistola disparados pelo segundo comandante daquela unidade quando, cheio de coragem, mas com alguma ingenuidade, lhe dava voz de prisão no quarto onde dormia, no quartel.

 

É a biografia de Varela Gomes que, com extraordinário rigor histórico e sem qualquer tipo de preconceito político, António Louçã fez. Todavia, não se ficou pela história desse militar revolucionário, pois, com igual rigor, foi entrelaçando a vida política e social do país na vida do coronel. E chega-se ao fim com a certeza de todas as mentiras, de todas as injúrias, de todas as ignomínias criadas à volta de um militar idealista, revolucionário, puramente revolucionário, que conseguiu, por força desse idealismo gerar contra ele desentendimentos em quase todos os quadrantes políticos nacionais, fazendo, contudo, grandes amizades pessoais.

 

Pela mão de António Louçã, consegue-se perceber o papel desempenhado pela célebre 5.ª Divisão – a da dinamização cultural no PREC – e pelos elementos que a integravam, estando Varela Gomes na sombra. Mas percebe-se também a “descolagem” feita pelo PCP – se é que alguma vez esteve “colado” – da extrema esquerda durante esses tempos em que se aprendia o significado da palavra Liberdade. Percebe-se, com imensa clareza, o papel dos militares mais destacados do MFA. Percebe-se o errado e deformado entendimento de Washington sobre o que acontecia em Portugal. Percebe-se, também, que, como pivot de quase tudo isto, estava, mais em destaque ou menos em destaque, Varela Gomes. Percebe-se o que não foi o gonçalvismo e quando é que houve gonçalvismo. Percebem-se as hesitações de um processo revolucionário e os avanços das forças contra-revolucionárias. Percebe-se o que foi o “regresso” à democracia em 25 de Novembro e o papel de Mário Soares e de muitos dos oficiais ainda de “um certo” MFA. Percebe-se a fuga de Varela Gomes e o seu exílio quando Portugal festejava a democracia sem “revolução”.

 

António Louçã, através de uma escrita impecável, com recurso a fontes fidedignas, entrelaça Varela Gomes no tecido político de Portugal, pelo menos, desde as eleições fantoche de 1958, e gera uma necessidade de leitura rápida para se chegar ao fim daquilo que nós, os mais velhos, vivemos. Consegue aquilo que é virtude num historiador: explicar melhor os acontecimentos e com mais clareza, exactidão e correcção do que são vistos e contados por quem os viveu.

Enfim, é um livro que aconselho a quem ainda o não leu.

Varela Gomes: «Que outros triunfem onde nós fomos vencidos»: Biografia. Lisboa: Parsifal, 2016.

Obrigado António Louçã.

A ONU ou o "abcesso de fixação"

 

Permitam-me, para os que não sabem, definir “abcesso de fixação”: “abcesso provocado com uma injecção de substâncias irritantes com a intenção de tratar processos infecciosos.” No passado, usava-se este sistema “curativo” para gerar uma infecção que iria, supunha-se, aliviar uma outra infecção generalizada. O termo ficou e utiliza-se, agora, bastante na política, em especial, política internacional.

 

A ONU, tal como a pretérita Sociedade da Nações (SDN), foi criada à sombra da ideia do “abcesso de fixação”, porque, polarizando as discussões internacionais na sua sede, resolviam-se os conflitos no resto do mundo, evitando a guerra generalizada. Isto foi verdade até à implosão da URSS, porque as forças decisoras eram bipolares. Com o desaparecimento do “bloco de Leste” houve uma multi-polarização dos poderes decisores a nível global. A ONU foi ultrapassada, embora, algumas das suas agências sejam indispensáveis dada a especialização a que chegaram. Mas o Conselho de Segurança, esse, está completamente fora do tempo actual. E, para provar a minha afirmação, basta pensar que dois dos “grandes” – Reino Unido e França – estiveram (estão ainda) dentro de uma outra realidade política chamada União Europeia (em que ficamos? Falam por si ou pela UE?).

 

Então, a ONU já não é mais o “abcesso de fixação”, porque se limita a servir de espaço de “diálogo de corredor” para alguns dos desentendimentos entre Estados… mas não todos! A prova provada disto mesmo é a recente decisão de mudança da embaixada dos EUA para Israel acompanhada das de Estados sul-americanos. Se a ONU e o Secretário-Geral tivessem força nada disto acontecia, pois ter-se-iam movido os diplomatas acreditados na instituição para evitar o acender de um fogo, que pode conduzir a uma guerra localizada, mas de consequências generalizadas.

 

O mundo está diferente desde 1945-48 até hoje. A queda do muro de Berlim, mais do que a passagem de século e de milénio, definiu um outro modo de vida, quase de certeza, pior do que o anterior. A bipolarização era um factor de paz global, ainda que permitisse confrontos regionais de pequena grandeza, funcionando, eles também, como “abcessos de fixação”. O mundo actual é instável a todos os momentos.

Os "espartilhos" do PS

 

Ontem escrevi sobre a social-democracia, hoje é a vez de me debruçar sobre o PS.

 

Os Partidos Comunista e Bloco de Esquerda, em dezenas de anos de democracia, já mostraram que, pela via eleitoral, nunca conseguirão uma maioria parlamentar, que lhes permita formar Governo. Isto, parece-me indiscutível. Todavia, o eleitorado nacional tem-se manifestado hesitante entre o PS e o PSD, facto que leva a uma leitura muito precisa em política: manifestando-se este último Partido como adepto de soluções económicas e sociais de direita, quer dizer que o eleitorado se balança entre um PS de “direita”, um PS de “esquerda” e a direita, teoricamente, moderada. Ou seja, a margem de manobra dos Portugueses está entre soluções pró-liberais e pró-esquerda. Assim, temos visto que sempre que a prática política e económica se inclina para a direita, de imediato o eleitorado, na vez seguinte, corrige a “deriva” e “vira” para a “esquerda”. Foi assim que nasceu a actual “geringonça”. E ela veio mostrar um caminho novo, uma solução nova e um novo destino do PS.

 

Se o PCP e o BE não conseguem eleitoralmente ser Governo, são, de certeza absoluta, o “sal da política” praticável pelo PS. Porquê?

Porque o único PS possível, depois de tantas experiências governativas, é aquele que nunca atinja maiorias absolutas; que, ideologicamente, sem receios, se afirme de esquerda, ou seja, afirme a sua prática política descolada de soluções de direita – e a direita começa, inequivocamente, no PSD; e, sem medos, convirja para políticas defendidas pelo PCP e pelo BE, sem perder a sua “personalidade” de Partido da direita do leque da esquerda.

 

Sei que é difícil esta manobra, mas é já só a única que resta ao PS para não ser engolido ideologicamente pelo PSD e pelo CDS, porque, depois de tudo o que já fez, falta-lhe deixar-se “abraçar” por estes Partidos e perder identidade. Não é por acaso que, dentro do PS, há uma grande resistência à solução encontrada por António Costa para formar Governo. Há medos que se têm de vencer.

 

O receio do entendimento com a esquerda é um papão vindo do tempo de Mário Soares, do tempo do PREC, do tempo do fascismo e não pode ser elemento travão de uma política de um PS de esquerda. Os laços que envolvem Portugal à União Europeia – do meu ponto de vista, infelizmente – são tão fortes que o receio de uma “viragem” para o comunismo não se justifica, mas, contudo, são tão frágeis que admitem uma viragem para soluções liberais de um capitalismo capaz de nos reduzir, socialmente, à condição de párias da Europa. E é aí que está o verdadeiro perigo. Assim, para termos um PS de esquerda temos de ter um PCP e um BE com força eleitoral onde o primeiro se possa escorar para fazer política nacional de esquerda e, no que for possível, independente.

Social-democracia como?

 

Muitas vezes invoca-se como solução para Portugal a adopção de um sistema político social-democrata “tipo sueco” em oposição às soluções comunistas, da esquerda, e liberais, da direita.

Tenho reflectido muito sobre este assunto e, não preconizando nem defendendo nenhuma das duas que se opõem à solução social-democrata, interrogo-me se temos condições para optar por esta última. Vou tentar explicar os meus “porquês”.

 

Em primeiro lugar, a social-democracia supõe dar a primazia ao Estado enquanto entidade com autoridade sobre os interesses privados; depois, o Estado deve ter capacidade para arrecadar as receitas necessárias para uma redistribuição equitativa em serviços; em seguida, deve haver capacidade económica para o Estado poder cobrar impostos elevados nas fontes geradoras de grandes receitas; finalmente, tem de haver, socialmente, a noção de que mais importante é usufruir, em vez de ter.

 

Vejamos, objectivamente, o retrato, a traços largos, da sociedade portuguesa.

Por cá é merecedor de elogio todo aquele que consegue fugir aos impostos; por cá, luta-se, ao milímetro, pelo direito de ter para se usufruir à vontade de cada qual; entre nós, não há grandes empresas capazes de aceitar ficar no território nacional e sofrerem pesadas cargas fiscais; não há grandes fontes de rendimentos, que aceitem pagar impostos directos para ver o que reivindicam ser seu ser distribuído socialmente; finalmente, vivemos sobrecarregados de impostos para satisfazer os encargos do Estado que, mesmo assim, é sempre deficitário em termos orçamentais.

 

Posta a questão nestes termos, o mais que se pode fazer em Portugal, do ponto de vista político e económico, sem ter de cair na aceitação do sistema comunista, advogado pelos marxistas-leninistas, é a prática declarada de um keynesianismo ou “bem-estar social”, com um Estado interventor na economia (para isso era importante manter no sector público as empresas estratégicas fundamentais para a regulação do mercado) e com larga margem de liberdade sobre a política financeira (inexistente por causa da moeda única) e, ainda, grande independência do poder financeiro (o que não acontece, como se vê, face à enorme promiscuidade entre políticos e finança).

 

Em suma, a social-democracia “do tipo sueco” é, entre nós, impossível (e cada vez será mais, se a globalização continuar) e o keynesianismo terá de ser muito mitigado, por estarmos sujeitos às decisões da União Europeia e do Banco Central Europeu.

EDP

 

Para a maior parte dos cidadãos – o cidadão comum – está esquecida ou nunca foi sabida a história do “progresso” industrial nacional começado na segunda metade do século XIX.

Não me proponho dar lições sobre o assunto, mas somente recordar alguns factos, que reputo importantes para se compreenderem alguns dos erros da actualidade.

 

As estradas e caminhos-de-ferro foram mandados abrir pelo célebre ministro Fontes Pereira de Melo que, muito jovem, visitou a Europa e ficou seriamente impressionado com o que viu. Percebeu mal a “lição” e veio para Portugal fazer o que não devia ter feito.

As estradas e os comboios, que tanto o impressionaram, eram uma consequência da industrialização e não os impulsionadores dela. Isto ele não percebeu! Vai daí, começa a contrair empréstimos para abrir estradas e a facilitar a criação de companhias para exploração das linhas de caminho-de-ferro.

De onde vinham os capitais? Do estrangeiro. Por cá, quem tinha dinheiro, preferia investir na compra de propriedades agrícolas! Mão-de-obra barata e rendimento assegurado.

 

De quem eram as companhias que se criaram? De estrangeiros! Mas não foram só os caminhos-de-ferro; foi a companhia do gás, da electricidade, os telefones e tudo o mais que por aí ia de “progresso”. Para o Estado ficaram as dívidas e os correios, telégrafos e telefones nacionais (Lisboa e Porto eram de uma companhia anglo-portuguesa). Verdadeiramente, o “grande” capital só se virou para a indústria com a criação da Companhia União Fabril (CUF), a partir de Alfredo da Silva.

 

António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros desde 1932, traçou uma política económica “nacionalista”, pois não receou, antes pelo contrário, estimulou a participação do Estado nas grandes empresas com capitais estrangeiros, de modo a poder conduzir estrategicamente o desenvolvimento de Portugal. Todas as concessões de exploração estrangeira que foram acabando durante a sua governação passaram para a mão do Estado e, quando alguma – caso das linhas de caminhos-de-ferro – se propunha acabar por falta de rendimento, o Estado assumia-a. Numa palavra, Salazar “estatizou” sectores estratégicos da economia nacional.

Foi mau? Foi bom? Teve o condão de garantir que as “alavancas” da economia portuguesa estavam em mãos de portugueses e não dependentes de outras fontes de decisão.

 

E o que se fez depois de em Portugal se terem nacionalizado quase todos os sectores da grande economia, na sequência de 11 de Março de 1975? Privatizou-se, de novo tudo e, mais ainda, venderam-se ao estrangeiro as principais companhias decisórias da nossa economia e, até, da nossa vida.

A EDP, com outras, era a “jóia da coroa” e foi parar às mãos do Governo da China (um verdadeiro “negócio da China”)! E o actual Governo aplaude!

Vendam tudo e passaremos a eleger políticos simplesmente para gerir o trânsito, cobrar impostos, manter a ordem nas ruas e pouco mais, porque, por este andar, até reflexos na educação e na saúde podem ter as alienações do património nacional. Vejam lá se a França vende as empresas estratégicas ao estrangeiro?

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