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Fio de Prumo

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Aqui fala-se de militares, de Pátria, de Serviço Nacional, de abnegação e sacrifício. Fala-se, também, de política, porque o Homem é um ser político por ser social e superior. Fala-se de dignidade, de correcção, de Força, de Beleza e Sabedoria

Pormenores importantes

 

 
No espaço de menos de vinte e quatro horas recebi duas mensagens electrónicas que chamaram a minha particular atenção. Eu conto.
 
A primeira foi me dirigida pelo Presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) que, muito amavelmente, me dava conta do comunicado nº. 2 do corrente ano, para, ao mesmo tempo, me mostrar o nível de preocupações daquela associação. Trata-se de um documento notável pela sua clareza, simplicidade e objectividade. Nele realçam-se as sucessivas injustiças do Governo, levadas a cabo através do Orçamento do Estado, contra os militares, praticadas em nome da crise económica em que vivemos. Realça-se que, mais uma vez, é a corporação castrense, já muito castigada, quem vai suportar, também, o custo de uma crise para a qual não contribuiu e com a qual nada beneficiou. É um documento que apela à união, à disponibilidade, à firmeza e à atenção «até que a Lei se cumpra». Os militares, e especialmente os sargentos, percebem o que se quer ali dizer! E percebem, porque já há mais de quatro anos os militares vêm sentindo na pele a dor das vergastadas com que o Governo do Partido Socialista os têm mimoseado. O comunicado n.º 2 da ANS é um grito de revolta magoada e uma chamada de atenção para quem de direito. Eu não podia ficar insensível.
 
A segunda mensagem foi-me endereçada por um Amigo e era uma daquelas que circulam na Internet para tomada de consciência da grande maioria dos privilegiados com acesso a um computador. Em síntese mostrava as disparidades entre as condições de vida dos deputados da Câmara dos Comuns, em Inglaterra, e as mordomias dos representantes populares portugueses. A ser verdade o que se diz, a diferença é abismal. Um deputado britânico recebe o vencimento de um qualquer chefe de secção da função pública, não tem gabinete próprio, não tem assessores, não tem subsídio de habitação, não lhe são pagas viagens que não resultem de actividades ligadas aos trabalhos da Câmara, enfim, é um servidor público!
 
Não pude deixar de estabelecer a comparação entre os dois documentos, pois ambos são brados de revolta, de justa revolta, porque mostram a injustiça de um Poder político que se defende, que se mantém alcandorado nas cadeiras para onde o voto popular os encaminhou e onde, agora, espezinham a torto e a direito sem olhar à mínima equidade. Desde que os senhores do Poder estejam bem, nada mais interessa!
 
Estamos, outra vez, no domínio da Ética, da Moral do Estado, da Deontologia que devia ser apanágio de quem diz representar e defender os interesses de todos e se limita a calcar aos pés as urnas com os votos de quem os elegeu e lhe proporcionou legitimidade para ocuparem os lugares onde se encontram. Só por isto, já estão a trilhar a senda da ilegitimidade!

 

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